terça-feira, 21 de novembro de 2017

Educação Especial - Autismo - Prevalência


Há mais rapazes do que raparigas com autismo. A sua proporção é de 4 a 5 para 1.

Haverá presentemente mais pessoas autistas do que há 20 anos?

Estudos recentes relatam grande aumento de incidência.

De acordo com estudos feitos por Eric Fombonne no Canadá (2003):

Para uma população de 10.000 pessoas há 10 pessoas com autismo e 2,5 com síndroma de Asperger. Na mesma população há 30 pessoas com perturbações globais do desenvolvimento no quadro do autismo. Estudos desenvolvidos em Portugal (Oliveira, G et al., 2006) apontam para números semelhantes. Este aumento será real ou devido a mudança de critérios de inclusão?

Maior abrangência do diagnóstico?

Existência de profissionais mais conscientes da existência do autismo?

Informação retirada daqui

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Educação Especial - Powerpoint sobre Dislexia - Avaliação e Intervenção


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domingo, 19 de novembro de 2017

Educação Especial - Dislexia - 100 Jogos de Linguagem


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sábado, 18 de novembro de 2017

Educação Especial - Dislexia - Materiais Didáticos


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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Educação Especial - Dislexia - Inventário "Estilos de Aprendizagem"


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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Educação Especial - Dislexia - 13 Jogos - Processamento Auditivo


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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Educação Especial - Dislexia e Disortografia - Programa de Intervenção e Reeducação


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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Educação Especial - Dislexia - Exercícios


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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Educação Especial - Dislexia - Perfil do Aluno


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domingo, 12 de novembro de 2017

Educação Especial - Dislexia - Teste de Lateralidade


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sábado, 11 de novembro de 2017

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Educação Especial - Autismo

O autismo é um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo. Os sinais geralmente desenvolvem-se gradualmente, mas algumas crianças com autismo alcançam o marco de desenvolvimento em um ritmo normal e depois regridem.

O autismo é altamente hereditário, mas a causa inclui tanto fatores ambientais quanto predisposição genética. Em casos raros, o autismo é fortemente associado a agentes que causam defeitos congênitos. Controvérsias em torno de outras causas ambientais propostas; a hipótese de danos causados por vacinas são biologicamente improváveis e têm sido refutadas em estudos científicos. Os critérios diagnósticos exigem que os sintomas se tornem aparentes antes da idade de três anos. O autismo afeta o processamento de informações no cérebro, alterando a forma como as células nervosas e suas sinapses se conectam e se organizam; como isso ocorre ainda não é bem compreendido. É um dos três distúrbios reconhecidos do espectro do autismo (ASD), sendo os outros dois a Síndrome de Asperger, com a ausência de atrasos no desenvolvimento cognitivo e o Transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação (comumente abreviado como PDD-NOS (sigla em inglês) ou TID-SOE (sigla em português)), que é diagnosticado quando o conjunto completo de critérios do autismo ou da Síndrome de Asperger não são cumpridos.

Intervenções precoces em deficiências comportamentais, cognitivas ou da fala podem ajudar as crianças com autismo a ganhar autonomia e habilidades sociais e de comunicação. Embora não exista nenhuma cura conhecida, há relatos de casos de crianças que se recuperaram. Poucas crianças com autismo vivem de forma independente depois de atingir a idade adulta, embora algumas tenham sucesso. Tem se desenvolvido uma cultura do autismo, com alguns indivíduos buscando uma cura enquanto outros creem que o autismo deve ser aceito como uma diferença e não tratado como um transtorno.

Desde 2010, a taxa de autismo é estimada em cerca de 1–2 a cada 1.000 pessoas em todo o mundo, ocorrendo 4–5 vezes mais em meninos do que meninas. Cerca de 1,5% das crianças nos Estados Unidos (uma em cada 68) são diagnosticadas com ASD, a partir de 2014, houve um aumento de 30%, uma a cada 88, em 2012. A taxa de autismo em adultos de 18 anos ou mais no Reino Unido é de 1,1% o número de pessoas diagnosticadas vem aumentando drasticamente desde a década de 1980, em parte devido a mudanças na prática do diagnóstico e incentivos financeiros subsidiados pelo governo para realizar diagnósticos; a questão se as taxas reais têm aumentado realmente, ainda não é conclusiva.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Educação Especial - Vídeo - "As cores das flores"


Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa. A tradução para o português foi feita para o blog “Assim como Você”, de Jairo Marques.

Educação Especial - Anel permite aos cegos ler livros que não estão em Braille


Câmara acoplada usa algoritmos complexos para determinar as palavras escritas

Criado pelo Grupo de Interfaces Fluídas do Laboratório do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o FingerReader é um pequeno dispositivo em formato de anel que permite às pessoas cegas ler livros que não estão em Braille.

Com uma câmara acoplada, o FingerReader usa algoritmos complexos para determinar as palavras escritas nas páginas e processá-las por meio de um sistema que converte texto em fala. Assim, à medida que o usuário passa seu dedo indicador – com o anel – sobre as linhas de texto, o dispositivo recita em voz alta cada palavra, para que o leitor possa ouvi-las.

Caso o dedo do usuário comece a se afastar da linha de leitura, o FingerReader avisa o leitor para que ele retorne à posição correta. Da mesma forma, o dispositivo vibra para informar o usuário que a linha de texto chegou ao fim.

Os criadores do FingerReader – Roy Shilkrot, Jochen Huber, Connie K. Liu, Pattie Maes e Suranga Nanayakkara – afirmam que, por enquanto, o dispositivo é apenas um protótipo de pesquisa, mas eles pensam em transformá-lo em produto em um futuro próximo.

Informação retirada daqui

Educação Especial - O autismo tem cura?

Educação Especial e Educação Inclusiva: Adaptação Curricular nos Anos Iniciais

Educação Especial - Dislexia


Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.

   Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

   Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.

Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".

Educação Especial - Dislexia - Sinais de Alerta

Haverá muitas vezes :
-disgrafia (letra feia);
-discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
-dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
-dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
-dificuldades para compreender textos escritos; 
-dificuldades em aprender uma segunda língua.

Haverá às vezes:
-dificuldades com a linguagem falada;
-dificuldade com a percepção espacial;
-confusão entre direita e esquerda.

Pré -Escola
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
-Dispersão;
-Fraco desenvolvimento da atenção;
-Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
-Dificuldade em aprender rimas e canções;
-Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
-Dificuldade com quebra cabeça;
-Falta de interesse por livros impressos;

O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.

Idade Escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:· Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
-Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
-Desatenção e dispersão;
-Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
-Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
-Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
-Confusão entre esquerda e direita;
-Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefónicas, etc...
-Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
-Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
-Dificuldades em decorar sequências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
-Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
-Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
-Troca de letras na escrita;
-Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
-Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
-Bom desempenho em provas orais.

Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e consequentemente sociais e profissionais.

Adultos
Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades;
-Continuada dificuldade na leitura e escrita;
-Memória imediata prejudicada;
-Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua; 
-Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
-Dificuldade com direita e esquerda;
-Dificuldade em organização;
- Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como consequência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.

Fonte: http://www.dislexia.org.br

Educação Especial - Materiais para utilizar em aula

















Educação Especial - O que é a Dislexia?



Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária. Dificuldades no aprendizado da leitura, em diferentes graus, é característica evidenciada em cerca de 80% dos disléxicos.
Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...

Mesmo com essas dificuldades, com maior ou menor intensidade, algumas pessoas conseguiram desempenhar brilhantemente as suas atividades na literatura, na ciência, na escultura, no desporto, no cinema, nos negócios na pintura, na política e outros campos.

Exemplos: 
Albert Einstein
Alexander Graham Bell
Agatha Christie
Auguste Rodin
Charles Darwin
Ben Johnson Gustave Flaubert
Harry Belafonte
Leonardo Da Vinci
Margaux Hemingway
Oliver Reed
Nelson Rockefeller
Robin Williams
zThomas A. Edison
Tom Cruise
Walt Disney
Woopy Goldberg
Winston Churchill
Woodrow Wilson
Vincent Van Gogh
***

Fonte: www.dislexia.com.br

Articulação com o ensino secundário é “um problema”


Quando um estudante com deficiência chega ao ensino superior, a instituição que o recebe tem pouca ou nenhuma informação sobre o seu passado. Os apoios que recebia ou o tipo de trabalho a que estava habituado são desconhecidos dos novos professores. A dificuldade de articulação entre as universidades ou politécnicos e as escolas secundárias é “um problema”, considera o coordenador-técnico do Gabinete para a Inclusão da Universidade do Minho, Carlos Barbosa, dificultando a integração destes alunos.

“Nenhuma instituição sabe que estudantes com necessidades especiais vai receber em cada ano”, constata a coordenadora do Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Instituto Politécnico de Leiria, Célia Sousa. Apesar de os alunos que entram através do contingente especial para estudantes com deficiência estarem identificados, há muitos outros que necessitam de apoio e entram pelo contingente geral. Esses são um grupo indiferenciado, que as instituições não têm como conhecer, a não ser que eles acabem por procurar a ajuda dos gabinetes de apoio.

Mesmo para trabalhar com os estudantes com deficiência que entram pelo contingente especial, os serviços especializados encontram dificuldades. A inexistência de mecanismos de comunicação impede a informação de chegar às universidades e politécnicos. Quando os alunos aparecem com os seus problemas específicos, “é preciso montar soluções no momento, quando podíamos estar a antecipar as coisas, se esta articulação existisse”, diz Célia Sousa.

“Não era difícil prever quais são os alunos do secundário que vão acabar por prosseguir estudos”, afirma a vice-reitora da Universidade dos Açores, Ana Teresa Alves. Defende que é necessário criar legislação específica para os apoios aos estudantes com deficiência no ensino superior.

O Decreto-Lei n.º 3/2008 define os apoios aos estudantes com necessidades educativas especiais na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário. No entanto, o diploma legal não se estende ao superior, que não tem um quadro formal de enquadramento dos apoios aos estudantes com deficiência.

Esta dificuldade é também detectada no diagnóstico sobre as pessoas com deficiência visual e auditiva publicado este ano por um grupo de investigadores da Universidade Aberta e da Fundação Calouste Gulbenkian. A falta de um normativo aplicável em específico ao ensino superior, diz o relatório, cria “na prática um certo 'vazio legal'” neste sector, o que leva universidades e politécnicos “a adoptar iniciativas avulsas, não concertadas entre si”.

Os gabinetes de apoios aos estudantes com deficiências têm-se generalizado no ensino superior público, mas persistem dificuldades nas respostas das instituições. O inquérito sobre os apoios concedidos aos estudantes com necessidades educativas especiais do ensino superior feito, há três anos, por Lília Aguardenteiro Pires, Ana Almeida Pinheiro e Valentina Oliveira, investigadoras da Universidade de Lisboa, revelou que metade das instituições de ensino superior não possuem um regulamento especial. Além disso, em 9% das universidade e politécnicos não é possível a realização de provas adaptadas nem são conferidas condições especiais para a realização de trabalhos ou provas de avaliação a estudantes com deficiência.

Ao nível das infra-estruturas o cenário encontrado é ainda pior do que ao nível dos apoios à aprendizagem, com cerca de metade das salas de aula, salas de estudo e laboratórios e não estarem preparados na totalidade para receberem estudantes com deficiência.

“Fazemos o melhor possível dentro das condições que temos”, diz Ana Teresa Alves. E lembra os cortes no financiamento público que as instituições sofreram nos últimos anos, que causaram problemas à sua gestão — a universidade que dirige está mesmo sob plano de recuperação financeira.

Informação retirada daqui

        

Alda foi com o filho para o politécnico


Alda Serrazina partilha um quarto com o filho numa residência do Politécnico de Leiria. “Muita gente pergunta: ‘O teu filho vai estudar para quê?’ Eu pergunto: ‘Ele vai ficar em casa para quê? Ficamos os dois maluquinhos!’ Ele quis vir. Eu disse: ‘Quer ir, vai.’ O meu marido ainda perguntou: ‘Vai como?’ Eu respondi: ‘Vai como os outros!’ Eu estou cá para o ajudar. Não quero que um dia ele diga: ‘A minha mãe não me deu oportunidade de seguir o que eu queria.’”

Márcio é filho único. Há 14 anos, seguia com a mãe e o padrasto na estrada, houve um acidente. Era um menino. Ainda nem completara 11 anos. “O médico disse: ‘O seu filho está muito mal.’ Eu só pedia a Deus que não o levasse. Tinha ele dois aninhos, fiquei sem o pai dele num acidente.”

Perdeu a voz. Ficou tetraplégico. “Ele reagiu mal. Era um menino tão bem disposto. Falava muito. Tudo. Tentei dar-lhe força. Disse-lhe que não era o único, que a vida dele havia de seguir em frente, que eu estava cá para o ajudar.” Esteve cinco meses no Centro Hospitalar de Coimbra e um ano e meio no Centro de Reabilitação de Alcoitão. Recuperou alguns movimentos.

Findo o secundário, Márcio quis ir para o superior. E lá vieram as perguntas: 'Vais massacrá-lo para quê?’ Têm a ideia que estas pessoas [com deficiência] não precisam de se esforçar. Ele tem de se fazer à vida! De maneira diferente, mas tem.”

Antes de o filho regressar à Benedita, em Alcobaça, Alda mandou alargar as portas da casa, pôr uma rampa no jardim, despediu-se da fábrica. Ele não podia estar sozinho. E tinha de continuar os tratamentos. Matriculou-o na escola. “A dificuldade que elas lá tinham! Propus desempenhar o papel de tarefeira. Estava por ali. Dava-lhe as refeições, levava-o a casa de banho.” Fizeram-lhe um contrato de trabalho. 

Quando Márcio entrou no 7.º ano, mudou de escola. Alda ainda conseguiu trabalhar lá um ano. O programa do centro de emprego, através do qual fora colocada, não se pode repetir. Continuou, como voluntária. “Os professores sempre o ajudaram. Eu sempre a dar força.” Findo o secundário, o filho quis ir para o superior. E lá vieram as perguntas de vizinhos, de amigos, até de familiares: “'Vais pôr o teu filho a estudar para quê? Vais massacrá-lo para quê?’ Têm a ideia que estas pessoas [com deficiência] não precisam de se esforçar. Aqui ninguém é coitado nem coitadinho. Ele tem de se fazer à vida! De maneira diferente, mas tem.”

O rapaz, de 25 anos, já concluiu a licenciatura em Gestão. Começou agora o mestrado. Tem aulas à segunda, à terça e à quarta das 19h às 23h30. Ela leva-o e mantém-se perto. Senta-se no carro, costura, lê. Sai do carro, caminha um bocadinho. “Ele quer ir à casa de banho, dá-me um toque e eu vou.”

Márcio continua quase sem voz. No início, ninguém consegue ler-lhe os lábios, como a mãe dele faz. “É muito difícil a gente tentar perceber. Ainda hoje às vezes há coisas que eu não percebo. Ele troca-me as letras”, diz ela. Ele tem de escrever o que quer dizer. E a grande luta de Célia Sousa, do Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Instituto Politécnico de Leiria, é convencê-lo a usar software de voz, como o de Stephen Hawking. “Terá de ser, se quiser defender a tese.”

Informação retirada daqui

Educação Especial - Vídeo - Dislexia

Educação Especial - Vídeo - Dislexia

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Fenprof diz que está ameaçado "princípio da escola inclusiva"



A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) alertou nesta terça-feira para a falta de professores qualificados e a sobrelotação de turmas na educação especial, salientando que tais carências ameaçam o princípio da escola inclusiva.

Segundo o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, as escolas da rede pública têm metade dos professores de educação especial que seriam desejáveis - 5000 e não 10.000 - e apenas 21% das turmas com alunos com necessidades educativas especiais (crianças ou jovens, por exemplo, portadores de deficiência) "é que cumprem as normas" estabelecidas quanto à redução do número de alunos. Recentemente, com base num inquérito aos directores, a Fenprof avaliou em oito mil o número de turmas que não cumprem aqueles requisitos.

Mário Nogueira, que falava aos jornalistas, em Lisboa, após a reunião do Conselho Nacional da Fenprof, apontou, além da sobrelotação de turmas e da "grande falta de professores qualificados", a ausência de técnicos, terapeutas, psicólogos e assistentes operacionais.

As escolas, disse, estão "a desenrascar-se, a adaptar-se, a encontrar respostas que não são as adequadas", uma situação que, a perpetuar-se, assinalou, ameaça o "princípio da escola inclusiva".

O líder da maior estrutura sindical de docentes precisou que, erradamente, os professores de Língua Gestual continuam a ser considerados técnicos. Casos há, acrescentou, em que professores de educação especial dão apoio a 30 a 40 alunos, e que esse apoio, segmentado, é apenas de meia hora por semana.

A Fenprof voltou hoje a enumerar outros problemas nas escolas públicas: a falta de pessoal não-docente (4000 a 5000 funcionários) e o excesso de alunos por turma no 1.ºciclo de ensino. 

Informação retirada daqui

Educação Especial - Vídeo - Dislexia

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Educação Especial - Só 14% das vagas no superior para alunos com deficiência foram ocupadas


Andreia Rodrigues de Almeida receava sentar-se numa cadeira de estudante do ensino superior e não chegar com os pés ao chão. Nunca tinha entrado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (UP). Precisaria de um caixote para apoiar os pés, não perder sensibilidade, ser capaz de caminhar no final de cada aula? “Afinal, não sou tão pequena como pensava!

Mede 1,37 metros. Aos 14 anos, foi operada à coluna vertebral e deixou de crescer. Tem uma doença neuromuscular congénita degenerativa. Explicou tudo a Alice Ribeiro, do Gabinete de Apoio ao Estudante com Necessidades Educativas Especiais da UP. No início de cada ciclo de formação, a equipa tenta perceber as características específicas de cada aluno e negociar as condições de estudo adequadas.

A passagem do secundário para o superior é um salto que poucos alunos com necessidades especiais dão. No último ano lectivo, havia perto de 11 mil no ensino secundário — um número que inclui todos os que apresentam algum tipo de dificuldade permanente de aprendizagem, seja ela causada por uma deficiência ou não. Neste ano, que agora começou, cerca de 140 entraram no superior, através do contingente especial de acesso a universidades e politécnicos para estudantes com deficiência.

O contingente especial para estudantes com deficiência destina-se a candidatos com deficiência física ou sensorial e é composto por 2% das vagas fixadas para a 1.ª fase do concurso nacional de acesso (ou por duas vagas por curso). Atendendo ao número de lugares disponíveis no ensino superior no início de cada ano lectivo — acima das 50 mil — há cerca de 1000 lugares em cada ano disponíveis para estudantes com deficiência. Neste ano lectivo, a taxa de ocupação foi de apenas 14%. Ainda assim, a mais alta dos últimos cinco anos.

O esforço de inclusão despontou nas instituições no final dos anos 80 e acentuou-se nos anos 2000. “Fomos tentando criar soluções cada vez mais estáveis”, explica Alice Ribeiro. “Quando os estudantes começaram a ter resposta mais sólida, começaram a vir. Há situações cada vez mais complicadas. Deparamo-nos cada vez com mais desafios para garantir igualdade de oportunidades.”

Um estudo do Grupo de Trabalho para o Apoio a Estudantes com Deficiências no Ensino Superior e da Direcção-Geral do Ensino Superior dá conta do aumento de alunos sinalizados pelos serviços: 816 em 2006/7, 1318 em 2013/14, o que representava 0,36% do universo estudantil naquele nível de ensino. Presume-se que muitos outros frequentem o superior e não procurem os serviços de apoio para evitar o estigma.

Têm diferentes graus de deficiência motora, visual, auditiva ou dislexia, doenças crónicas ou de foro mental, problemas neurológicos, espectro de autismo, multideficiência. Como não há legislação específica, como nos outros níveis de ensino, cada instituição decide o que fazer para oferecer condições de aprendizagem.

Nunca senti que era inferior. Sempre me senti capaz. Sempre quis ir mais além. Sempre achei que tinha de fazer os meus estudos. Se parasse, não ia conseguir ser psicóloga

O Gabinete de Apoio da UP funciona na Faculdade de Letras. Por estes dias, quem lá trabalha não tem mãos a medir. No início de cada ciclo, há que perceber que alunos precisam de intérprete de língua gestual, de materiais em braille ou em formato digital, de apoio de terceira pessoa, de ajustes curriculares, de provas adaptadas, de prazos alargados para trabalhos, de tempos extra para exames…

Andreia não pode andar a carregar livros para trás e para a frente. Necessita de versões digitais. Não aguenta escrever duas horas. Às vezes, nem dez minutos. “Já aconteceu termos um secretário”, explica-lhe Alice. Estão sentadas numa sala de reuniões. “Podemos pedir aos docentes que façam um exame específico para ti, que exija menos escrita”, continua a técnica. Essa hipótese agrada mais à rapariga, de 21 anos. “Usar o computador facilita?” Um grande sorriso. “À mão, esforço o pulso. No computador, esforço os dedos.” Há alternativa. “Também se pode dividir o exame. Podes fazer uma parte num dia e outra noutro. E orais? Ficas nervosa?”, pergunta a técnica. “Fico nervosa, mas quando o professor começa a falar, desbobino tudo.”

Andreia mora em Ovar. Não pode caminhar muito. Acontece nem conseguir dar um passo, ter de usar cadeira de rodas. A mãe leva-a à estação de comboio. Falta dinheiro à família para o serviço de táxi entre a estação e a faculdade. A universidade paga-lho, como faz com outros dois alunos. Entende que não pode deixar de fora quem se esforça tanto. “Já são tão poucos os que chegam aqui”, diz Alice Ribeiro.

Cada instituição estabelece o seu limite para as respostas que organiza para incluir estes alunos. Maria Arruda Pereira começou o mestrado de Psicologia na Universidade do Minho com as amigas a revezarem-se para empurrar a sua cadeira de rodas entre o apartamento e o campus.

Maria sempre vivera em São Miguel. Nunca estivera em Braga. “Com as minhas limitações, é uma aventura muito grande”, admitia, antes de viajar. Pensava: “Aqui, os meus pais levavam-me à universidade. Agora, vou ficar por minha conta. Será que vou conseguir ultrapassar as barreiras?” Procurou um apartamento próximo do campus. “Foi uma luta. Ou era longe ou não tinha elevador ou rampa na entrada principal”, conta. Contactou o gabinete para a inclusão da Universidade do Minho. “Ajudaram-me a procurar. Ao ver que se preocupam em amenizar os problemas que me vão aparecendo, sinto que estou bem entregue.”



A mãe viajou com ela. Ficou um pouco para a ajudar a adaptar-se. Deram logo pela falta de uma rampa no trajecto, o suficiente para a impedir de ir sozinha às aulas na cadeira eléctrica. A Associação de Apoio aos Deficientes encaminhou-a para a Cruz Vermelha, que lhe fez um orçamento diário de 35 euros. “Impossível!” Pôs-se à procura de outra solução, com a ajuda do gabinete. Algum voluntário?

Toda a vida Maria lidou com barreiras. Nasceu com spina bifida, uma malformação da coluna vertebral que a impede de andar e lhe provoca e hidrocefalia. “Muitas vezes, foi preciso chatear para que houvesse rampa, ou para que o elevador funcionasse.” No 7.º ano, o pai tinha de a levar ao colo para a sala, no 2.º andar. “Nunca senti que era inferior. Sempre me senti capaz. Sempre quis ir mais além. Sempre achei que tinha de fazer os meus estudos. Se parasse, não ia conseguir ser psicóloga.”

Nos vários estudos feitos, os estudantes com necessidades especiais referem que a barreira atitudinal é a maior, contou Lília Aguardenteiro Pires, do Serviço de Apoio ao Aluno da Universidade de Lisboa, num seminário, em Setembro do ano passado, na Universidade do Minho. Referia-se à “falta de sensibilidade e de formação de docentes, técnicos e administrativos”.

“Ainda há muito para fazer”, verifica Alice Ribeiro. “Precisamos de mudar formas de proceder. Vai depender muito da sensibilização de todos. Estas pessoas estarem nos sítios, quererem estudar, sentirem que são capazes, arriscarem vir é muito importante para que as coisas se agitem.”

Para já, Andreia está encantada. “A doença é uma incógnita”, diz. “Hoje caminho, amanhã não. De manhã escrevo, de tarde não.” E, no secundário, essa inconstância gerava incompreensão. Na universidade, encontrou “outra mentalidade”. Professores e estudantes parecem aceitá-la. E Alice Ribeiro e os colegas procuram condições para que possa fazer o curso de Estudos Portugueses e Lusófonos. “Desde pequena que sou fascinada pela escrita e pelo português e também por dar aulas”, recorda. Tantas vezes, a caminho do hospital, olhou para aquela faculdade e pensou: “Ainda hei-de estudar ali.”

Informação retirada daqui

Educação Especial - Dicas para professores e pais de crianças com déficit intelectual


Como exemplo e sabendo que há inúmeras possibilidades e caminhos e a serem seguidos, aqui vão algumas sugestões (adaptadas de Espinosa de Gutiérrez) de soluções a problemas frequentemente encontrados. Apesar de se referirem a estudantes com deficiência intelectual em geral, também se aplicam a alunos com síndrome de Down.

– A aprendizagem dá-se num ritmo mais lento.
Devemos oferecer-lhe um maior número de experiências variadas para que aprenda o que o ensinamos.

– Fica cansado rapidamente, a sua atenção não se mantém por um tempo prolongado.
Inicialmente, devemos trabalhar durante curtos períodos de tempo, aumentando-os pouco a pouco.

– Às vezes não se interessa pela atividade, ou interessa-se por pouco tempo.
Devemos motivá-lo com alegria e com objetos chamativos e variados, para que se interesse pela atividade.

– Muitas vezes não consegue realizar a atividade sozinho.
Devemos ajudá-lo e guiá-lo apenas o necessário para que realize a atividade, até que consiga fazê-lo sozinho.

– A curiosidade para conhecer e explorar o que está à sua volta é limitada.
Devemos despertar nele o interesse pelos objetos e pessoas que o rodeiam, aproximando.nos e mostrando as coisas agradáveis e chamativas.

– É difícil para ele lembrar-se do que já fez e do que aprendeu.
Devemos repetir muitas vezes as tarefas já realizadas, para que se lembrem de como fazê-las e para que servem

– Não se organiza para aprender sobre os acontecimentos da vida diária.
Devemos ajudá-lo sempre a aproveitar todos os factos que ocorrem ao seu redor, bem como lembrá-lo de sua utilidade, relacionando os conceitos com o que foi aprendido na sala de aula.

– É mais lento ao responder.
Devemos sempre esperar com paciência e ajudá-lo, estimulando-o ao mesmo tempo para que responda cada vez mais rapidamente.

– Não costuma inventar ou procurar situações novas.
Devemos conduzi-lo a explorar situações novas, a ter iniciativas.

– Tem dificuldades em solucionar problemas novos, mesmo que sejam semelhantes a outros problemas vividos no passado.
Devemos trabalhar permanentemente, dando-lhe oportunidades de resolver situações da vida diária, sem anteciparmos nem responder no seu lugar.

– Consegue aprender melhor quando foi bem sucedido em situações anteriores.
Devemos saber em que ordem devemos ensiná-lo, oferecendo muitas oportunidades de sucesso. Apresente situações que são possíveis para o aluno e aumente progressivamente o grau de dificuldade.

– Quando conhece imediatamente o resultado positivo da sua atividade, interessa-se mais em seguir colaborando.
Devemos dizer-lhe sempre o quanto se esforçou, o quanto já alcançou, animando-o pelo sucesso já alcançado. Assim é possível que ele se interesse mais pela atividade e aguente trabalhar por mais tempo.

– Quando participa ativamente da tarefa, aprende melhor e esquece-se menos.
Devemos planear atividades em que ele intervenha ou atue no papel principal.

– Quando se pede que ele realize muitas tarefas em pouco tempo, confunde-se e rejeita a situação.
Devemos selecionar as tarefas e dividi-las pelo tempo, de forma que não se confunda nem se canse.

Cada etapa tem as suas características próprias, mas é preciso prestar atenção especial a alguns aspectos, desde o começo da ação educativa no programa de estimulação precoce e ao longo de todo o processo educativo:

– A programação por objetivos;
– O desenvolvimento das capacidades, tendo em conta que se trata de um processo evolutivo;
– O desenvolvimento da atenção;
– O desenvolvimento da percepção e discriminação;
– O desenvolvimento das habilidades manuais;
– A comunicação e linguagem;
– O desenvolvimento da leitura, escrita e cálculo;
– A educação para autonomia;
– O desenvolvimento de valores.

Vamos contribuir, deste modo, para formar um adulto que seja maduro, responsável e feliz, que seja:

– capaz de se sentir bem consigo mesmo;
– disposto a sentir-se bem com os outros e a que os outros se sintam bem com ele;
– capaz de enfrentar os desafios e as dificuldades que vierem;
– pronto a resolver e tomar decisões por conta própria, contando com ajuda somente quando for necessário;
– capaz de assumir sua própria responsabilidade.

Fonte: Fundação Iberoamericana Down 21

Educação Especial - Manual de Grafia Braille para a Língua Portuguesa


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Educação Especial - Orientações simples para auxiliar a criança que apresenta disfluência/gagueira


Na idade de aquisição da linguagem (entre 2 e 4 anos), o pensamento da criança é muito mais rápido do que a velocidade que ele pode imprimir na fala. Isso causa ansiedade e pode aparecer a disfluência. Na maioria das vezes ela desaparece espontaneamente, mas em alguns casos, a gagueira pode estabelecer-se. Nessa fase é importante que as pessoas que convivem com a criança assumam posturas de convivência para que isso não ocorra.

O tratamento, realizado assim, dá resultados muito positivos quando todos compreendem o problema e se dispõem a colaborar.

Vocês vão receber informações de como agir e estejam certos de que a gagueira tem todas as chances de regredir:

 1)  Não deixe que a criança perceba por palavras, gestos ou atitudes que você está preocupado com a sua maneira de falar.

2)  Nunca chame a criança de gaga ou diga que ela gagueja. Não rotule. Não permita que esse assunto seja falado na sua casa pelos seus amigos.

3)  Olhe para ela quando ela falar. Mostre interesse, faça-a sentir que você tem prazer em escutá-la.

4)  Se tiver que interromper a sua fala, faça-o no fim de uma frase, nunca no começo ou no meio.

5)  Dê um bom modelo de linguagem. Fale com ela calmamente e articulando bem as palavras.

6)  Não forcem a criança a falar em frente de muitas pessoas. Não exija que ela fale coisas além do seu vocabulário.

7)  Evite fazer perguntas que exigem respostas muito longas. Faça uma pergunta de cada vez. Dê uma tarefa de cada vez também.

8)  Não agite a criança desnecessariamente. Correrias, sustos, cócegas, gritos, fazem com que muita adrenalina seja despejada na corrente sanguínea. Isso pode desencadear a disfluência. Reduza o stresse e construa um ambiente calmo para ela.

9)  Demonstre sempre, por pequeninos gestos ou palavras, que você aprecia suas qualidades. Elogie seus desenhos, suas boas ações e comportamentos positivos.

10) Se notar que ela está preocupada com a gagueira,  explique que é normal que as crianças que estão aprendendo a falar repetirem as palavras.

11) Não peça que seu filho fale sob efeito de uma emoção forte. O choro já é repetitivo. Quando se pergunta algo à criança durante uma crise de choro, ela tem dificuldade em organizar os sons sem repeti-los. Com certeza irá gaguejar.

12) Não tente ensinar a criança truques que possam ajudá-lo a falar com menos dificuldade. O que funcionou com o filho do vizinho pode não ser bom para ele.

13) Não termine as frases por ele. Tenha paciência e escute calmamente o que ele tem a dizer, mesmo que isto demore muito.

14) Não deixe que ele perceba a sua aflição que você sente toda a vez que ele repete as sílabas ou bloqueia uma palavra. O pânico, às vezes, é demonstrado sem sentir, através de atos nervosos como torcer algo nas mãos, arregalar os olhos, virar o rosto, franzir as sobrancelhas, etc.

 15) Arranje tempo, todos os dias para contar-lhe histórias ou para falar sobre figuras de um livro e, também para realizar as tarefas. É importante estabelecer o diálogo. Façam treino para que todos tenham a sua vez de falar na família.

 16) Sempre que forem a algum lugar ou visitar alguém, avisem a criança com antecedência para que ela saiba o que vai acontecer e quais pessoas vai ver. Evitem que ela fique ansiosa por não saber aonde vai ou com quem vai brincar.

17) Se for um “dia bom” em que o seu filho esteja a gaguejar pouco, arranje brincadeiras em que ele tenha oportunidade de falar. Por exemplo: desligar a TV, fazer um jogo de fantoches, pedir que ele conte histórias, visitar amigos, fazer compras, etc. Explore a fluência ao máximo.

 18) Se for um “dia mau” , em que ele esteja a gaguejar muito, arranje as coisas de modo que ele tenha poucas oportunidades de falar. Por exemplo: Jogos de mímica, ver TV, ir ao cinema, escutar histórias, colar figuras, desenhar, montar quebra-cabeças, etc. Evite a disfluência ao máximo.

19) Faça somente perguntas necessárias e que evitem respostas curtas.

20) Invente brincadeiras de cantar ou de falar a imitar o que você diz.

 21) Olhe bem nos olhos do seu filho quando ele falar, mantendo uma fisionomia serena. Mostre que você está interessado no que ele diz.

 22)  A melhor maneira de evitar prestar atenção na gagueira é se mostrar mais interessado naquilo que ele diz e não em como ele fala.

Fonte: http://www.jecripe.com/

Educação Especial - Vídeo com entrevista sobre Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)

Educação Especial - Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade - Algumas técnicas para melhorar a atenção e memória sustentadas


Algumas Estratégias Pedagógicas para Alunos com TDAH:

Atenção, memória sustentada:

Algumas técnicas para melhorar a atenção e memória sustentadas
1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.

2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prémios que podem ser: estrelas no caderno, palavras de apoio, um acenar de mão… Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.

3 – NÃO criticar ou apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do educando

4 – Na medida do possível, oferecer ao aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.

4 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.

5 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola.

6 – Adaptações no ambiente da sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH se sentem junto a portas, janelas e nas últimas filas da sala de aula. É aconselhado que esses alunos se sentem nas primeiras filas, de preferência ao lado do professor para que os elementos do ambiente não prejudiquem a atenção.

7 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.

8 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades de memória: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.

9 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.

Informação retirada daqui: http://tdah.org.br/

Educação Especial - Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade - Tempo e processamento das informações






Tempo e processamento das informações
1 – Usar organizadores gráficos para planear e estruturar o trabalho escrito e facilitar a compreensão da tarefa. 

2 – Permitir como respostas do educando apresentações orais, trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.

3 – Encorajar o uso de computadores, vídeos, assim como outras tecnologias que possam ajudar no educando, no foco e motivação.

4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.

5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo: propor um trabalho em pares antes de uma discussão sobre o tema com a turma inteira.

6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha alguma dificuldade para escrever.

7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar no seu próprio tempo.

Informação retirada daqui: http://tdah.org.br/

Educação Especial - Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade - Organização e técnicas de estudo





Organização e técnicas de estudo
1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do telemóvel e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado para a sua organização.

2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.

3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam “encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática – vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.

4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e trabalhos de casa. Desta forma, todo o material impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do material.

5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à escola.

6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorizar se cada uma delas está sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas em longo prazo.

7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos para fazer em casa num prazo de 24 horas.

Informação retirada daqui: http://tdah.org.br/

Educação Especial - Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade - Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas


Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas
1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas do educando que estão a ser utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, de livros, etc.

2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar com o seu próprio modo de aprender.

3 – Usar um organizador gráfico para ajudar no planificação, organização e compreensão da leitura ou escrita.

Informação retirada daqui: http://tdah.org.br/

Educação Especial - Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade - Inibição e auto-controlo




Inibição e auto-controlo
1 – Procura ter sempre uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis dificuldades do educando que possam surgir e estruturar as soluções. Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos de distração (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo possível na tarefa em sala de aula.

2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.

3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Esta monitorização é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e possa avançar motivado em busca da sua própria superação.

4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que vá ao quadro apagar o que está escrito, solicitar que vá buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente à casa de banho ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para crianças muito agitadas.

Informação retirada daqui: http://tdah.org.br/

Educação Especial - Transtorno Desafiador de Oposição (TDO) e a Escola


Alunos com transtorno desafiador de oposição - TDO exibem um padrão de comportamento negativo, desafiador, desobediente e hostil para com seus pais e outras figuras de autoridade. A maioria apresenta um temperamento difícil desde bebé. 

Na escola, com maior frequência, os professores reclamam de alunos com este perfil. O DSM-IV-TR, 2000, diz-nos que este comportamento começa antes de a criança fazer oito anos de idade. O diagnóstico do TDO é quase sempre um desafio para os psicólogos e outros profissionais da saúde mental, ele deve incluir avaliações do comportamento  em diversas situações, a sua origem ainda é desconhecida. 

Alguns cientistas identificaram diversos padrões importantes (Tynan, 2008). Uma delas é que, assim como o TDAH, é mais frequente também, em mais pessoas do sexo masculino, do que no feminino.

Segundo alguns estudos, os alunos com Transtorno de Atenção e Hiperatividade apresentam o transtorno desafiador de oposição ou o contrário. Esses alunos muitas vezes, apresentam um comportamento difícil em sala de aula, alternando com transtornos emocionais, de ansiedade e até mesmo depressão. Tendem a exibir comportamentos desafiadores mais frequentemente com as pessoas que conhecem bem, tais como seus pais, irmãos, colegas de turma e os seus professores. 

Quando em contato com pessoas estranhas, que não conhecem bem, eles costumam comportar-se adequadamente, apresentando um comportamento calmo. Por isso, é comum  que um professor diga que um aluno se encaixa no perfil de TDO, enquanto outros que interagem menos, com o aluno, digam não ter problemas com ele.

No tratamento do TDO (BEE, 2011, p.429), pode ser prescrito um medicamento para os seus sintomas de TDAH. Um psicólogo poderá acompanhar aos pais para auxiliar nos momentos problemáticos do filho para ele não ceder às exigências do filho. 

Ensinando a estabelecer limites concretos para o comportamento e a cumprir as consequências  prometidas. Na escola, o mesmo deverá ser combinado com o aluno. Sabemos de suas limitações em controlar o comportamento inadequado, porém devemos cumprir aquilo que combinamos.

Informação retirada daqui
Referência Bibliográfica
BEE, Helen. A criança em desenvolvimento. Porto Alegre: Artmed, 2011. p.428 – 430.

Educação Especial - Na escola: 27 atitudes para lidar com um aluno com TOD


Alunos com TOD podem beneficiar muito se na escola/sala de aula forem feitas algumas adequações tendo em conta a sua personalidade.
Apresentamos de seguida uma lista de desafios comuns enfrentados pelos alunos com TOD e pelos profissionais que com eles lidam, bem como as possíveis adequações que podem ajudar ao seu sucesso na escola.

Soluções para a sala de aula
1- Se o seu aluno é facilmente distraído pela actividade da sala de aula ou por actividades vistas pelas janelas ou portas tente sentá-lo na frente ou no meio, longe dessas distracções.

2- Se o seu aluno tem atitudes de forma a chamar atenção pelo lado negativo, tente sentá-lo perto de um colega que seja um bom exemplo para a turma.

3- Se o seu aluno não tem noção do espaço pessoal; caminha entre as carteiras para ir falar com os outros alunos, tente aumentar o espaço entre as mesas.

Tarefas
4- Se o seu aluno for incapaz de terminar uma tarefa no tempo permitido, tente permitir um tempo extra para ele terminar a tarefa solicitada.

5- Se o seu aluno se sai bem no início de uma tarefa, mas a qualidade diminui próximo do final tente dividir as tarefas longas em partes menores; encurtar as tarefas ou os períodos de trabalho.

6- Se o seu aluno tem dificuldade em seguir instruções, tente combinar instruções por escrito com as instruções faladas.

Distracção
7- Se o seu aluno for incapaz de acompanhar as discussões em classe e as anotações, tente providenciar ajuda de um colega para tomar notas e perguntar ao aluno questões que o encorajem a participar nas discussões.

8- Se o seu aluno se queixa de que as aulas são chatas tente procurar envolvê-lo na apresentação da aula.

9- Se o seu aluno se distrai facilmente, tente estimulá-lo a prestar atenção na tarefa por meio de um sinal combinado com ele.

10- Se o seu aluno entrega trabalhos com erros, por falta de atenção, tente reservar um período de cinco minutos para conferir o trabalho ou a tarefa de casa antes de entregá-los.

Comportamento
11- Se o seu aluno exibir constantemente um comportamento para chamar a atenção, tente ignorar os comportamentos impróprios.

12- Se o seu aluno falha em descobrir o objetivo da aula ou da actividade, tente aumentar o imediatismo dos prémios e das consequências.

13- Se o seu aluno responde intempestivamente ou interrompe os outros tente admitir as respostas correctas somente quando o aluno erguer a mão e for autorizado a falar.

14- Se o seu aluno necessitar de reforço, tente enviar relatórios diários ou semanais para os seus pais.

15- Se o seu aluno necessitar de ajuda por tempo prolongado para melhorar o comportamento, tente estabelecer um contrato de comportamento.

Organização/Planeamento
16- Se o seu aluno não guardar os seus apontamentos correctamente, tente recomendar pastas com separadores ou arquivos.

17- Se o seu aluno tiver problemas em se lembrar dos trabalhos de casa, tente providenciar um livro de tarefas para o aluno; supervisione a anotação das obrigações.

18- Se o seu aluno perde os livros, tente permitir que o aluno tenha um conjunto de livros em casa.

19- Se o seu aluno é inquieto e necessita de andar na sala, tente permitir que o aluno ande pela sala ou que fique de pé enquanto faz determinada tarefa.

20- Se o seu aluno tem dificuldade em manter a atenção por longos períodos de tempo tente fazer curtas pausas entre os trabalhos.

Humor/Socialização
21- Se o seu aluno estiver confuso sobre os comportamentos sociais correctos, tente estabelecer metas de comportamento social com o estudante e faça um programa de premiações.

22- Se o seu aluno não trabalha bem com os outros, tente encorajar as tarefas cooperativas de aprendizado.

23- Se o seu aluno não é respeitado pelos colegas tente atribuir responsabilidades ao aluno, na presença do grupo de colegas.

24- Se o seu aluno tem baixa autoconfiança, tente elogiar o comportamento e o trabalho positivos; dar ao aluno a oportunidade de agir em papel de liderança.

25- Se o seu aluno parece solitário e distante, tente encorajar as interações sociais com os colegas de classe; planear actividades de grupo sob a direcção do professor.

26- Se o seu aluno se frustra facilmente, tente elogiar frequentemente o comportamento apropriado e o bom trabalho.

27- Se o seu aluno fica enraivecido facilmente, tente encorajar o estudante a sair de situações que provocam a raiva.

Informação retirada daqui

Educação Especial - Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade - Guia para Professores


Os professores são peças fundamentais no processo de aprendizagem dos alunos, portanto merecem um capítulo à parte quando o assunto é o tratamento do TDAH. Neste capítulo, vou comentar sobre estratégias a serem adotadas em sala de aula para melhorar a capacidade de atenção e diminuir os prejuízos decorrentes de comportamentos hiperativos, facilitando, assim, a aprendizagem. O mais interessante é que as estratégias podem ajudar a todos. Tanto alunos com TDAH podem beneficiar dessas estratégias, como alunos portadores de outros problemas comportamentais e também aqueles que não apresentam problema algum.

DICAS PARA OS PROFESSORES
1- Estabeleça rotinas: Mantenha a sala de aula organizada e estruturada. O estabelecimento de uma rotina diária em sala de aula facilitará o entendimento e a aprendizagem de todas as crianças. Estimule o aluno a limpar a sua mochila semanalmente e a mantê-la organizada.

 2- Crie as regras da sala de aula: Regras claras e objetivas ajudam na manutenção da disciplina na sala de aula. Essas regras podem ser afixadas num painel localizado em local de fácil visualização pelos alunos. Consequências negativas devido à quebra das regras também podem ser afixadas no painel, assim como consequências positivas (prémios) por comportamentos assertivos.

 3- Caderneta Escolar: Trata-se de uma estratégia muito usada pelos professores. Através dela, informações importantes poderão ser trocadas sobre o comportamento do aluno na sala de aula, no recreio escolar, ou sobre a execução de deveres de casa e atividades. Enfim, pais e professores poderão manter um canal de comunicação para saber como está a criança ou adolescente.

4- Sentar na frente na sala de aula: Será mais fácil ajudar o estudante com dificuldade nos estudos e com um comportamento desatento ou hiperativo sentando-o na frente na sala de aula, próximo ao quadro e ao professor. Isso irá facilitar o controlo e o comportamentos inadequados em sala de aula, além de permitir que o professor faça intervenções ou elogie boas atitudes desse aluno.

5- Matérias mais difíceis no início da aula: Não apenas os portadores de TDAH, mas todos os estudantes estão mais aptos à aprendizagem no início do horário letivo. Portanto, as disciplinas mais difíceis podem ser “privilegiadas” nesse momento, com maiores hipóteses de serem assimiladas, enquanto no final do dia todos estão mais cansados, e os conteúdos mais fáceis podem ser ensinados nesse momento.

6- Pausas regulares: Todos nós possuímos uma determinada capacidade para permanecermos atentos. Isso significa que após um determinado tempo, nossa capacidade de atenção diminui muito, assim como nosso desempenho. Portanto, permitir pausas regulares entre as atividades é uma conduta importante para que os alunos possam relaxar por alguns minutos.

7- Ensine técnicas de organização e estudo: Normalmente, as crianças e os adolescentes apresentam dificuldade para se organizar e planear os estudos. Se esses estudantes forem portadores de TDAH será ainda maior. Portanto, o professor pode exercer um papel importantíssimo no estabelecimento de técnicas de organização para favorecer o estudo em casa.

8- “Tempo extra” para responder às perguntas: Por que não? Estamos a trabalhar com um aluno que apresenta dificuldade de atenção, desorganizado, mas que se conseguir um tempo extra, pode atingir os objetivos propostos pelo professor. Logo, permitir um tempo extra para responder às perguntas propostas durante a aula ou durante a prova pode e deve ser realizado.

9- Questione sobre dúvidas em sala de aula: O professor deve questionar o portador de TDAH, assim como outros estudantes sobre as  dificuldades escolares, sobre dúvidas em sala de aula. Isto irá ajudar na assimilação de conceitos e favorecerá a atenção do aluno.

10- Estimule e elogie: Portadores de TDAH apresentam baixa auto estima, pois estão constantemente a receber críticas, podendo ficar com aversão  à escola. Ao elogiar e estimular o seu esforço, o aluno irá sentir-se valorizado, a sua auto estima será protegida e teremos grandes hipóteses de observar um crescimento académico. Estimule o aluno com palavras de incentivo. Faça cartazes para serem colocados no mural de recados com as regras do bom comportamento, recompensas por bom comportamento e consequências pelo desrespeito às regras.

11- Premie o bom comportamento em sala de aula: Também chamado de esforço positivo. Essa estratégia visa a estimular que comportamentos assertivos sejam potencializados e o interesse pelos estudos aumente, promovendo a melhoria do desempenho académico de todos. Implemente um programa com pontuação e recompensas por bom comportamento. Pode escrever um contrato entre você e o aluno em que ele concorde em realizar os seus trabalhos de sala e associar-se a uma sistema de prémios em caso de sucesso. 

12- Traga a aula para o dia a dia do aluno: Temos mais um fator para a melhoria académica de qualquer estudante: a motivação. Muitas crianças e adolescentes encontram dificuldade em entender a necessidade de algumas disciplinas. Portanto, a contextualização da matéria ensinada pode ser uma boa alternativa para atrair o interesse do aluno. A matemática será muito mais interessante caso o aluno aprenda a utilizá-la concretamente em sua rotina diária. O português pode envolver a utilização de recortes de jornais e revistas, assim como geografia e história. Enfim, existem inúmeras formas de tornar as disciplinas interessantes para os alunos. 

13- Seja simpático: Costumo lembrar-me dos meus professores da escola e os melhores eram sempre aqueles dinâmicos, extrovertidos, que se movimentavam em sala de aula, motivadores, engraçados e que chamavam os alunos pelos nomes. Oscile a entoação e o volume de voz para atrai a atenção. O professor pode ser um excelente modelo de comportamento para seus alunos. Portanto, seja empático!

14- Dividir trabalhos por partes: Uma vez que crianças e adolescentes com TDAH apresentam dificuldade na organização para a execução de trabalhos escolares, ensiná-los a dividir em várias etapas pode ser uma grande estratégia para facilitar a resolução e a conclusão, tornando o trabalho menos exaustivo.

15- Agenda e lista de atividades diárias: Atualmente as nossas crianças e adolescentes têm muitas atividades. São aulas particulares, aulas de inglês, futebol, judo, etc. Bem, ensiná-los a utilizar uma agenda ou uma lista de atividades diárias pode auxiliar muito na organização e no planeamento do seu tempo.

16- Leitura sobre os transtornos comportamentais: Os professores devem ter algum conhecimento técnico sobre os problemas comportamentais escolares. Portanto, leia bastante sobre o TDAH e outras condições comportamentais que acometem crianças e adolescentes.

17- Seja assertivo: O professor é a figura central e o modelo de aprendizagem para os seus alunos, portanto seja assertivo. Evite críticas, pois o aluno com TDAH normalmente apresenta um prejuízo muito grande em sua autoestima. Prefira elogios, mas caso a crítica seja necessária, converse separadamente com o aluno para evitar expor suas dificuldades académicas e comportamentais aos outros estudantes.

18- Esteja alerta e antecipe problemas: Muitas vezes as mudanças comportamentais dos alunos seguem um padrão. Identificando precocemente esse padrão de comportamento os professores podem antecipar situações problemáticas, como por exemplo: sempre que um aluno começa a levantar da carteira, outros o seguem e em segundos todos estão conversando e dispersos. O professor pode-se antecipar e combinar que será permitido que o aluno se levante da carteira após os exercícios terem sido concluídos e com sua autorização. Lembre os alunos sobre o comportamento esperado para essa ou aquela atividade em sala de aula.

19- Faça contato visual: Olhe nos olhos de cada aluno e chame-os pelo nome para atrair e captar a atenção. Dessa forma os estudantes estarão mais alertas e atentos às suas orientações e ensinamentos.

20- Utilize a internet: Alunos que apresentam dificuldade na cópia em sala de aula podem beneficiar da colocação de textos e de deveres de casa na internet ou na distribuição de materiais impressos pelo professor.

21- Estimule a prática de esportes: A prática de atividade física deve ser estimulada sempre. Aí entra com maior ênfase o papel do profissional de educação física. Crianças e adolescentes com TDAH apresentam dificuldades de relacionamento socia. Desportos coletivos são excelentes ferramentas para estimular a socialização, melhorar a auto estima, além de ensinar sobre a importância do trabalho em equipa, do respeito às regras, de seguir uma hierarquia de comando e de respeitar a autoridade do professor.

Sugestão de prémios: 
–Ser o “ajudante” do professor; 
–Apagar o quadro; 
–Escrever no quadro; 
–Ir buscar material para a aula; 
–Sair para beber água; 
–Pontos positivo; 
–Elogio verbal; 
–Elogio no caderno; 
–Elogio na caderneta escolar. 

Estratégias para atrair a atenção do aluno em sala de aula: 
–Acenda e apague as luzes da sala de aula; 
–Diga frases do tipo: “Atenção!”, "Atenção, turma!”; 
–Bata palmas; 
–Utilize giz ou marcadores coloridos no quadro; 
–Faça contato visual durante todo o tempo com os alunos, especialmente com os mais desatentos. 
–Utilize recursos multimédia, como computadores, retroprojetores, vídeos, músicas e internet.

Texto do livro “Desatentos e Hiperativos – Manual para alunos, pais e professores”, de Gustavo Teixeira, editora Best Seller.
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