quarta-feira, 27 de novembro de 2013

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG3 - Saúde - DR1 - Cuidados Básicos

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG4 - Gestão e Economia - DR1 - Orçamentos e Impostos

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG4 - Gestão e Economia - DR2 - Empresas Organizações e Modelos de Gestão

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG5 TIC - DR2 - Micro e Macro Electronica

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG5 TIC - DR1 - Comunicacões Radio

EFA - Sociedade, Tecnologia e Ciência - NG6 - Urbanismo e Mobilidade - DR2 - Agricultura

EFA - Sociedade, Tecnologia e Ciência - NG6 - Urbanismo e Mobilidade - DR1 - Construção e Arquitectura

EFA - Sociedade, Tecnologia e Ciência - NG6 - Urbanismo e Mobilidade - DR4 - Migrações

EFA - Sociedade, Tecnologia e Ciência - Saberes Fundamentais - DR3 - Ciência e Controvérsias Públicas

EFA - Sociedade, Tecnologia e Ciência - NG7 - Saberes Fundamentais - DR1 - O Elemento

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - Ambiente e Sustentabilidade - DR2 - Resíduos e Reciclagens

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG1 - Equipamentos e Sistemas Eléctricos - DR3 - Utilizadores, Consumidores e Reclamações

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Asteróides

- Planetas minúsculos formados por pedaços de rochas
- A maior parte estão localizados entre Marte e Júpiter na Cintura de Asteróides
- Ex: - Pallas, Juno, Vesta

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG3 - Saúde - DR2 - Riscos e Comportamentos Saudaveis

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - Ambiente e Sustentabilidade - DR1 - Consumo e Eficiência Energética

EFA - Sociedade Tecnolgia e Ciência - Equipamentos e Sistemas Técnicos - DR2 - Equipamentos Profissionais

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - Ambiente e Sustentabilidade - DR3 - Recursos Naturais

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG7 - DR3 - Ciência e Controvérsias Públicas

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG2 - DR1 - Consumo e Eficiência Energética

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - Equipamentos e Sistemas Técnicos - DR1 - Equipamentos Domésticos

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - NG7 - DR1 - O Elemento

EFA - Sociedade Tecnologia e Ciência - Materiais de Trabalho

STC - NG1 - DR3 - Colectânea de Textos sobre Equipamentos e Sistemas Técnicos - Utilizadores, Consumidores e Reclamações



Texto sobre Eficiência Energética



47 Milhões de euros é quanto as famílias e empresas vão poupar na factura de electricidade com Programa ECO, de acordo com as contas da empresa eléctrica.
A eficiência energética vai passar a ser uma das grandes apostas da EDP. A empresa eléctrica prepara-se para investir sete milhões de euros através do Programa ECO. Segundo um comunicado emitido pela empresa, o conjunto de iniciativas previsto no plano de acção para este ano deverá gerar poupanças de 47 milhões de euros na factura de electricidade a pagar pelos clientes domésticos e industriais.
Em 2007, o Programa ECO evitou o desperdício de 407.706 MWh, o equivalente à electricidade consumida anualmente por 150 mil famílias, o que equivale a uma poupança de 43 de milhões de euros.
Além do benefício económico, as medidas previstas terão também impacto ambiental, isto é, o aumento da eficiência energética evitará a emissão de 182.222 mil toneladas de CO2 para a atmosfera, segundo a EDP. Trata-se de “um objectivo chave na estratégia do grupo que elegeu a sustentabilidade ambiental como base do crescimento, visível na aposta simultânea nas energias renováveis e na promoção da eficiência energética”.
A distribuição de 700 mil lâmpadas eficientes, 400 mil das quais em bairros sociais e históricos, é uma das medidas previstas. O plano contempla ainda a entrega de 100 mil multi-tomadas e a atribuição de subsídios de 40 euros na compra de arcas frigoríficas eficientes. A pensar na competitividade das empresas portuguesas, a EDP vai oferecer auditorias energéticas, distribuir lâmpadas economizadoras ao comércio e serviços e instalar variadores electrónicos de velocidade ou corrigir o Factor de Potência em empresas industriais.
A componente pedagógica do Programa ECO será assegurada com a realização de acções de formação em 1.200 escolas, havendo ainda prémios para incentivar alunos universitários a criar produtos que reduzam o consumo energético. A generalidade dos consumidores terá ainda a possibilidade de fazer o seu auto-diagnóstico energético no site eco.edp.pt ou ver quais os equipamentos mais eficientes no topten.pt. O Programa ECO é co-financiado pela Entidade Reguladora do Sector Energético – ERSE, através do Plano de Promoção de Eficiência Energética (PPEC).
Jornal Reconquista, 13-11-08

O que se entende por eficiência energética?

STC - NG1 - DR2 - Colectânea de Textos sobre Equipamentos e Sistemas Técnicos - Equipamentos Profissionais


STC - NG1 - DR1 - Colectânea de Textos sobre Equipamentos e Sistemas Técnicos


Links de Sites Interessantes sobre Equipamentos











  • A B C da Energia

















  • Conforto térmico

















  • Ecocasa

















  • Electrodomésticos

















  • Endereços úteis

















  • Energia

















  • simulador de potência
  • STC - NG1 - DR1 - Livro sobre a Vida Pública dos Artefactos Tecnológicos



    STC - NG1 - DR1 - Documento sobre Poupe Energia no Sector Doméstico



    EFA - STC - NG1 - DR1 - Documento sobre Comércio Electrónico



    segunda-feira, 25 de novembro de 2013

    Links de Sites sobre Ambiente










  • A B C da Energia














  • Conforto térmico














  • Ecocasa














  • Eu não faço lixo














  • O Tempo…














  • Quercus














  • Simulador de potência














  • Sociedade ponto verde
  • Exercícios sobre Automóvel vs Transporte Público

    O automóvel é um dos grandes símbolos do século XX industrial e do consumo de massas. Inicialmente objecto de luxo, quase exclusivo de elites, depressa se fez acessível às massas, ainda que em versões diversas de «carros para o povo», legitimando a técnica como fonte original de benefícios para todos. E os benefícios do automóvel incidem sobre duas das dimensões fundamentais da nossa experiência: espaço e tempo. Mais longe, mais rápido, afectando a experiência de tempo e espaço, num mundo em aceleração, o homem moderno passou a deslocar-se preferencialmente sobre rodas.

    No entanto, no dealbar do século XXI, o automóvel começa a revelar-se surpreendentemente também uma incomodidade, e, quase tão grave como isso, uma incomodidade tanto com custos económicos como ambientais. O trânsito, a sinistralidade, a poluição (sonora, atmosférica, visual ou global) e o próprio espaço que a sua presença e utilização exigem no serviço ao cidadão individual estão a torná-lo insustentável e alvo de uma necessária, quiçá inevitável, obsolescência enquanto modo de transporte preferencial em meio urbano.

    Das instâncias internacionais em que se debate o problema da alteração do clima até à gestão autárquica do espaço da cidade, o automóvel aparece já hoje como pretexto para uma movimentação, embora talvez ainda dispersa e não generalizada, no sentido de encontrar novas estratégias, técnicas ou formas de mobilidade, que se articulam ao modelo estabelecido de predomínio do transporte individual, o qual, inevitavelmente, terá de ser reconvertido – tanto tecnologicamente como nos seus regimes de uso. As novas concepções de políticas dos transportes para os espaços urbanos começam a apontar para mudanças de fundo nos padrões de mobilidade. Mas como é que os cidadãos, utilizadores diários do automóvel, percepcionam esta mudança? Qual a sua consciência dos problemas gerados pelo uso quotidiano e indiscriminado do automóvel e quais as suas atitudes perante as mudanças que se anunciam?

    Em Lisboa e no Porto começam a surgir medidas, talvez ainda desconexas e pouco integradas, mas ainda assim que mostram se não vontade política, ao menos a consciência da inevitabilidade de encarar o automóvel como uma fonte de problemas e de promover o uso do transporte público. Igualmente, por força dos compromissos que decorrem do Protocolo de Quioto, adivinham-se novas medidas penalizadoras do uso do automóvel e de incitamento a um maior recurso a formas alternativas de transporte individual e colectivo.

    Mas as viragens de orientação que despontam na política de transportes implicam aceitação social e uma efectiva mudança de comportamento na relação como o automóvel, mormente por parte dos que, adultos e jovens, todos os dias se deslocam, volante nas mãos, para chegar a um local de trabalho, estudo ou lazer. Ora, mesmo no pressuposto de que na vertente política e organizacional esta viragem seja feita de forma consistente, exemplar e coerente, estas mudanças raramente são pacíficas ou isentas de confronto de interesses, desejos, alternativas e percepções diversas. Afinal, o automóvel desempenha uma função social específica e está profundamente enraizado no nosso quotidiano e, se os seus usos viraram 'desusos', no fim de contas, as atitudes e comportamentos dos cidadãos são o elemento fulcral de qualquer mudança que vá ao encontro da ideia de desenvolvimento sustentável.

    Adaptado, O Automóvel - Usos e Desusos do Transporte Individual

    Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa

    Actividade:

    1- Após a leitura do texto anterior, realize uma pesquisa sobre a problemática apresentada, tendo em conta os seguintes aspectos:

    mudanças dos padrões de utilização no transporte público e privado, observadas em Portugal;
    motivações para o uso diário do automóvel em detrimento do uso dos transportes colectivos públicos;
    impacto da utilização crescente de transportes individuais (no ambiente, na saúde pública, na qualidade de vida, …);
    eficácia das políticas urbana e de transportes, na substituição do transporte individual pelo transporte público;
    principais factores a ser melhorados para incentivar o uso do transporte colectivo público.
    2- Elabore um texto (2 a 3 páginas) com os resultados da pesquisa efectuada.




    Links para sites que abordam a temática dos Transportes e da Mobilidade Sustentável:

    Exercícios sobre Transportes e Meio Ambiente

    As previsíveis consequências do extraordinário aumento do parque automóvel e do sector dos transportes a que se tem vindo a assistir e que, previsivelmente, se manterá nas próximas décadas (40% nos próximos 20 anos), impõe que a sociedade encontre soluções alternativas claras.

    Em primeiro lugar, a evolução do sector dos transportes está indissociavelmente ligado a um incremento do volume de emissões de gases de combustão. Apesar das emissões de poluentes dos veículos novos, vendidos hoje em dia, serem cerca de 90 % inferiores às de um veículo de 1970, o volume de emissões gasosas proveniente de veículos automóveis tem vindo continuamente a aumentar. Daqui resultam consequências nefastas para o meio ambiente e, por consequência, para a saúde pública, pelo que a redução da carga poluente emitida pelos veículos automóveis se tornou uma prioridade dos governos dos países industrializados, em especial da Europa, Estados Unidos e Japão. Por outro lado, o sector dos transportes é o sector que maior consumo de energia final apresenta. Uma utilização racional e sustentável de energia impõe que se analisem as alternativas à dependência crónica do petróleo deste sector e se encontre o modo de compatibilizar a utilização de energias renováveis nos transportes.

    Finalmente, é visível o impacto da evolução do sector dos transportes na qualidade de vida das cidades e as consequências nefastas na população, visível nos congestionamentos de tráfego, no aumento do tempo de deslocação, no estacionamento anárquico, no modo de ocupação do solo, nas dificuldades em desenvolver e manter as infraestruturas necessárias. Estes factos impõem que o futuro da mobilidade urbana tenha que ser encarada de um modo claro e se criem condições para o reforço da utilização de diferentes modos de transporte público de qualidade, compatibilizados com a utilização do veículo individual.

    O modo como esta utilização individual do automóvel é encarada e tem vindo a ser desenvolvida, o papel social que representa a propriedade de um veículo individual, necessitam de ser profundamente analisados, repensados e alterados, correndo-se o risco de se tornar impossível qualquer política que tenha como objectivo um desenvolvimento sustentável.

    Com a consciência de que o problema que se apresenta corresponde também, e principalmente, a uma mudança de mentalidade e de um modo de estar social do que um problema de tecnologias, estes comentários pretendem demonstrar que as soluções tecnológicas alternativas existem e estão à espera de uma oportunidade de poderem vir a ser desenvolvidas. Como alternativas ainda não sedimentadas no mercado, que pretendem fazer frente a uma solução monopolizadora, carecem de incentivo e de oportunidade para demonstrarem as suas reais vantagens e desvantagens.

    Mobilidade sustentável e soluções tecnológicas alternativas

    A importância da mobilidade sustentável no quadro de desenvolvimento futuro impõe a necessidade de um amplo debate envolvendo todos os intervenientes e interessados, tendo em vista a definição de um política de desenvolvimento de soluções alternativas de propulsão. É deste modo que a análise de soluções de mobilidade, utilizando propulsão eléctrica ou outras alternativas à utilização do motor de combustão interna tradicional, deverão ser assumidas como uma oportunidade:

    para discutir e re-equacionar todas as questões dos transportes e da mobilidade urbana (só por si, os veículos de propulsão alternativa não são a solução do problema do congestionamento de tráfego urbano e da mobilidade urbana; por outro lado, será que as limitações que o veículo eléctrico apresenta são, na realidade, mesmo limitações no dia a dia urbano?);
    para uma menor dependência estratégica nacional do petróleo e para uma diversificação das fontes primárias de energia;
    para a introdução das energias renováveis nos sector dos transportes rodoviários;
    de negócio para os fornecedores de gás natural e da energia eléctrica (no caso da energia eléctrica, este novo consumo poderá ser deslocado parcialmente para as horas de vazio, reforçando o valor da capacidade de produção já instalada);
    para o desenvolvimento da intervenção industrial nacional, assumida numa perspectiva diferente e num sector-chave da nossa economia (indústria automóvel e de componentes, industria eléctrica e electrónica);
    para o desenvolvimento de um "saber-fazer" nacional num domínio tecnológico que, ainda, não é competitivo, o que corresponde a uma oportunidade para a investigação e desenvolvimento.
    As tecnologias alternativas de propulsão (sejam elas a propulsão eléctrica, o GPL, o gás natural veicular, o bio diesel, o hidrogénio nos motores de combustão interna, o ar comprimido, etc.) terão que evoluir, pois não existe actualmente a solução tecnológica perfeita. O fundamental, no actual momento, é que seja assegurado o desenvolvimento de cada uma destas alternativas de modo a que a análise das vantagens e das desvantagens de cada uma acabem por fazer prevalecer a que demonstrar melhor desempenho.

    Neste processo evolutivo concorrencial, não deverá ser esquecido o acompanhamento da evolução que ainda irá ocorrer no motor de combustão interna, tal como se pode observar na evolução recente dos motores Diesel - o surgimento de potenciais alternativas veio "acordar" uma solução tecnológica que ainda tem muito potencial a dar. Todos os passos que forem dados no bom sentido deverão ser apreciados, relevados e acarinhados.

    Tecnologia dos Veículos Eléctricos

    Segundo a Agência Internacional de Energia: "a chave para o transporte avançado e sustentável é o motor de tracção eléctrica". Esta afirmação necessita de ser validada pela prática mas o elevado rendimento energético do motor de tracção eléctrica e a sua capacidade de efectuar uma travagem regenerativa de energia (durante a travagem do veículo é possível recuperar energia, em vez de a dissipar sob a forma de calor, como ocorre nos travões convencionais), tornam esta solução como uma das de maior potencial de médio prazo.

    Os motores de tracção eléctrica provaram, de um modo consistente, que são fiáveis, robustos, e eficientes. As melhorias e reduções no custo dos conversores electrónicos de potência utilizados para comandar os motores eléctricos, verificados nos últimos dez anos, contribuíram para incrementar a eficiência energética e económica dos motores de tracção eléctrica.

    Os veículos eléctricos são caracterizados pela quase total ausência de emissões no local em que circulam e por um silêncio e suavidade de funcionamento ímpares, que imediatamente os distinguem dos seus congéneres accionados por motor térmico. A utilização agradável destes veículos está bem patente quando se verificou que nos correios franceses os carteiros que conduziram veículos eléctricos "recusaram" voltar a conduzir veículos accionados por motor térmico, dada a suavidade e o reduzido stress que a condução de veículos eléctricos proporciona. Uma reacção idêntica foi verificada junto dos carteiros que têm conduzido os veículos eléctricos na distribuição postal no centro histórico de Évora.


    Os veículos eléctricos rodoviários podem ser divididos em três tipos consoante o seu processo de armazenamento ou geração de energia eléctrica:

    Veículos alimentados a partir de baterias electroquímicas;
    Veículos híbrido-eléctricos, que combinam um motor térmico com um motor eléctrico;
    Veículos eléctricos alimentados a partir de uma pilha de combustível.
    A tipologia mais conhecida corresponde aos veículos alimentados a partir de baterias electroquímicas. Nesta solução, os veículos possuem um motor eléctrico alimentado pela energia acumulada em baterias electroquímicas, que são recarregadas a partir da rede eléctrica de distribuição. Correspondem a veículos que efectivamente são de emissão-nula no local da sua circulação e o seu nível de emissões global depende do modo como a energia eléctrica está a ser produzida. Portugal corresponde a um caso de utilização favorável já que a produção de energia eléctrica apresenta uma componente interessante de produção hidroeléctrica e o reforço da produção eléctrica tem sido feito à custa de centrais com um elevado rendimento e níveis baixos de emissões.

    Se bem que tenha havido um esforço claro neste domínio no passado recente, a tecnologia disponível de baterias limita a autonomia destes veículos.


    Os veículos híbridos são uma solução promissora no curto prazo; no entanto, não correspondem a uma solução isenta de emissões no local de circulação. A utilização de um motor de combustão interna accionando um gerador eléctrico permite conceber uma fonte de energia eléctrica alternativa à utilização de baterias no automóvel. Esta solução de armazenamento e disponibilização de energia eléctrica combinada com um conjunto reduzido de baterias e um sistema de propulsão eléctrico permite viabilizar soluções comercializáveis de veículos híbridos que no momento actual aparentam ser competitivas.

    Um sistema promissor de médio/ longo prazo corresponde à utilização de pilhas de combustível. Este processo de armazenamento e de disponibilização da energia eléctrica com vista à utilização em veículos eléctricos rodoviários, encontra-se numa importante fase de desenvolvimento, sendo uma aposta de empresas ligadas aos grupos dos grandes fabricantes da indústria automóvel.

    O impacte destas três soluções na utilização de veículos eléctricos vai depender muito da evolução tecnológica atingida por cada uma delas. Num futuro mais ou menos próximo, será natural que se continue a observar o desenvolvimento das três soluções, tendo em vista o colmatar de necessidades de segmentos específicos de mercado, criando espaço para a sua afirmação própria.

    Uma outra questão passa por saber de onde virá a electricidade necessária para alimentar os motores de tracção eléctrica. Aproveitando a introdução de uma nova tecnologia, os veículos de propulsão eléctrica acabam também por constituir um desafio à introdução de energias renováveis no sector dos transportes.

    De momento, a solução passa por gerar a electricidade a partir de uma fonte de energia renovável, colocar essa energia eléctrica na rede de transporte e distribuição eléctrica, a partir da qual se recarregam baterias electroquímicas que, posteriormente, irão alimentar o motor de tracção eléctrica. No entanto, com o desenvolvimento da solução da pilha de combustível, no médio prazo, perfilam-se mais duas soluções de elevado interesse:

    a electricidade é gerada a partir de uma fonte de energia renovável; de seguida, e através de um processo de electrólise, produz-se hidrogénio que é armazenado e transportado; posteriormente este hidrogénio é utilizado para alimentar uma pilha de combustível (colocada no interior do veículo) que produz a energia eléctrica necessária para fazer funcionar o motor de tracção eléctrica;
    um bio-combustível do tipo metanol é utilizado para alimentar a pilha de combustível que produz a energia eléctrica necessária para fazer funcionar o motor de tracção eléctrica.
    Interessa, pois, realçar que o conceito de veículo eléctrico engloba qualquer veículo rodoviário que utilize propulsão eléctrica, independentemente da solução de armazenamento e fornecimento de

    energia que utilize, sejam elas baterias electroquímicas, soluções híbridas, pilhas de combustível ou outras.

    Como a propulsão eléctrica é adequada a um vasto tipo de utilizações, existem desde bicicletas assistidas electricamente e "scooters", a triciclos, quadriciclos, veículos ligeiros de passageiros de mercadorias, autocarros e veículos de carga com aplicações especiais, todos utilizando propulsão eléctrica.

    Não esquecendo que um domínio onde a propulsão eléctrica está perfeitamente afirmada corresponde ao transporte sobre carris, a propulsão eléctrica rodoviária ganha em se afirmar coordenada com todas as outras soluções eléctricas de transporte e que, deste modo, interessa promover um conjunto muito vasto de soluções de utilização de veículos de propulsão eléctrica no interior de instalações industriais, comerciais ou outras.

    Contributo actual da utilização dos VE

    É fundamental tornar claro que, independente da alternativa tecnológica que se venha a afirmar no médio e longo prazo, as soluções existentes actualmente e os veículos eléctricos que se encontram disponíveis comercialmente podem responder a um grande número das necessidades de mobilidade e de transporte que, pelo menos no ambiente urbano, ocorrem no dia a dia.

    Provavelmente, a questão da opção pela utilização de um veículo eléctrico rodoviário deverá começar por ser colocada no seio das empresas cujas frotas têm uma dimensão suficiente para permitir associar veículos diferentes a funções específicas. Uma utilização criteriosa permitirá ao gestor da frota tornar rentável a opção pelos veículos eléctricos, ultrapassar as eventuais limitações e permitir que a empresa contribua, de uma forma clara, para a qualidade de vida urbana.

    Um outro aspecto que deverá ser tornado claro é que não se considera que o veículo eléctrico rodoviário seja, por si só, a solução para o problema do congestionamento do tráfego urbano e da mobilidade urbana. A posição que se assume não corresponde a propor a substituição de todos os veículos com motor de combustão interna por veículo eléctricos rodoviários já que, deste modo, o essencial do problema se manteria. Provavelmente, as limitações que os veículos eléctricos rodoviários aparentam, poderão ser utilizadas como base para uma reflexão que permita reforçar a conclusão que a solução para a questão da mobilidade urbana passa pela utilização conjugada de diversos modos de transporte, em que transportes públicos de qualidade se combinam com soluções de transporte individualizado.

    Actividade:

    Com base no texto que acabou de ler, responda às seguintes questões:


    1. Identifique os factores que impõem o desenvolvimento de sistemas de propulsão alternativos aos sistemas de propulsão actuais.

    2. Qual o sistema de propulsão proposto no texto como alternativa à utilização do motor de combustão interna tradicional?

    3. Os veículos que utilizam este sistema de propulsão alternativa podem ser divididos em três tipos, identifique-os.

    4. Quais as fontes de energia actualmente utilizadas para gerar a electricidade necessária para alimentar os motores de tracção eléctrica?

    5. Segundo a Agência Internacional de Energia:"a chave para o transporte avançado e sustentável é o motor de tracção eléctrica". Encontre no documento apresentado razões que justifiquem esta afirmação.

    6. Realize uma pesquisa sobre as iniciativas realizadas em prol do desenvolvimento e introdução de sistemas de propulsão alternativos nos autocarros colectivos públicos, na área urbana da sua residência.

    Exercícios sobre os Meios de Transporte e o Homem: uma Breve História


    Desde os primeiros tempos da sua existência que o homem reconheceu a necessidade de se deslocar entre variados lugares. O uso do próprio corpo como força electromotriz limitava a capacidade humana de se deslocar de um local para outro e de transportar os seus bens com facilidade. Com a evolução natural, necessitou de meios que lhe permitissem deslocar-se entre dois lugares cada vez com maior rapidez.

    É por volta de 3000 anos antes de Cristo que temos os primeiros registros do advento da roda. Graças a este invento, o homem foi capaz de criar meios que lhe permitissem o acesso entre pontos muitas vezes distantes com tracção animal.

    No mar, as primeiras embarcações eram movidas apenas pela força humana (remos), mas por volta do ano 3.000 a.C. embarcações dotadas de mastro com vela quadrada começaram a parecer no Egipto. Ao longo do tempo, a navegação a vela foi evoluindo e, para travessias maiores, os remos foram abandonados.

    Durante muito tempo, a força muscular e o vento constituíram o principal meio de propulsão das embarcações terrestres e marítimas. Mas as distâncias muitas vezes excessivas levaram a que a mente humana não parasse por aqui. Assim, o homem viu-se na necessidade natural de evoluir, e é graças à revolução industrial que surgem os primeiros engenhos com motores a vapor.

    O aparecimento da máquina a vapor originou uma revolução nos transportes (barcos e locomotivas a vapor e mais tarde os caminhos de ferro). Em 1711 o francês Nicolas-Joseph Cugnot criou um veículo de três rodas movido a vapor, que seria um antecedente rudimentar dos automóveis modernos. Desde a invenção de Cugnot, muitos foram os esforços ao longo do século XIX para melhorar as linhas e o desempenho deste tipo de veículos. Todos esses projectos baseavam-se no uso de caldeiras a vapor como fonte de propulsão. Contudo, a pouca segurança, autonomia e a reduzida potência dos veículos a vapor levou ao desenvolvimento de novos sistemas de propulsão.

    No final do século XIX uma nova e decisiva descoberta iria acontecer: o motor de combustão interna (motor de explosão). O aparecimento do automóvel coincide, praticamente, com a descoberta do motor de combustão interna

    Podemos dizer que o motor de explosão interna se desenvolveu a partir da máquina a vapor. O autor deste invento, o belga Etienne Lenoir, conseguia assim um motor que, apesar de consumir grandes quantidades de gás, ser lento e pouco potente, passou a ser produzido em série, tornando-se o primeiro motor de combustão interna a fazer, de facto, concorrência à máquinas a vapor. Só vinte e cinco anos mais tarde (1885) surgia o motor a gasolina. O mérito da criação do automóvel propriamente dito, com motor a gasolina, foi creditado aos engenheiros alemães Carl Benz e Gottlieb Daimler. Ambos construíram, o primeiro em 1885 e o segundo em 1886, veículos que hoje são considerados os primeiros automóveis, mais tarde aperfeiçoados.

    O motor diesel aparece, pela primeira vez, em 1890, na Grã-Bretanha, cinco anos após a descoberta do motor a gasolina. O seu inventor, Herbert Stuart, viu, dois anos depois, a sua máquina ser aperfeiçoada pelo engenheiro mecânico alemão Rudolf Diesel, passando a ser o motor deste o primeiro a ter ampla utilização.

    Actualmente, além de transportes terrestres e marítimos cada vez mais rápidos e cómodos, todos os dias milhares de aviões cruzam os céus, permitindo que passageiros e mercadorias percorram enormes distâncias. O desenvolvimento tecnológico permitiu uma melhoria nas acessibilidades, diminuindo a distância-tempo e a distância-custo. Esta é uma característica fundamental do nosso tempo, contribuindo para mudanças profundas que aumentaram em grande escala as possibilidades de mobilidade e tornaram os meios de transporte acessíveis a um crescente número de pessoas.


    Actividade I:

    1- Com base no texto que acabou de ler identifique os meios de propulsão utilizados ao longo do tempo;

    Ciclo da Água



    Sugestões de exploração

    ► Mencione actividades humanas que podem estar na origem da contaminação das águas.

    ► Identifique alguns poluentes responsáveis pela alteração da qualidade das águas.

    ► Em Portugal é utilizada água para consumo humano a partir de captações particulares. Discuta os riscos associados a essa situação.

    ► Os contaminantes podem entrar no ciclo hidrológico através de fontes tópicas (directas) ou por fontes difusas (indirectas). Dê exemplos destas duas fontes.

    ► Reflicta sobre a importância da existência de ETAR e da deposição de resíduos sólidos urbanos para a manutenção e preservação da qualidade da água.

    ► Relacione a necessidade de um efectivo ordenamento do território tendo em conta uma gestão sustentável dos recursos hídricos.

    Texto sobre o Ciclo da Água

    A água circula continuamente na Natureza, podendo passar pelos diferentes estados - sólido, líquido e gasoso.
    Devido ao calor do sol a água dos oceanos mares, rios e lagos passa lentamente ao estado gasoso, isto é, evapora-se e vai para a atmosfera. O vapor de água na atmosfera arrefece e condensa-se, ou seja, transforma-se em pequenas gotas de água, formando as nuvens. Depois a água volta novamente à superfície terrestre sob a forma de precipitação - chuva, neve ou granizo.
    Uma parte cai directamente nos oceanos, mares rios e lagos, outra escorre à superfície terrestre e outra infiltra-se no solo, formando lençóis de água subterrâneos.
    A água absorvida pelo solo passa para as plantas, que a absorvem pelas raízes.Os animais obtêm a água consumindo as plantas ou bebendo nos rios, riachos e fontes.
    Pela respiração e transpiração dos organismos, a água regressa de novo à atmosfera. Assim, o ciclo repete-se continuamente, mantendo-se mais ou menos constante a quantidade de água no nosso planeta.
    Existe uma circulação de água da superfície terrestre para a atmosfera e desta para a superfície da Terra. Isto significa que grande parte da água que a Terra perde por evaporação, volta à Terra com a chuva, a neve e o granizo.

    Links para Sites sobre Recursos Naturais - Água


    Aqui estão alguns links para sites que podem usar como base de trabalho

    Links para Sites sobre Recursos Naturais - Água O ciclo da água:

    A água nos Seres Vivos:

    Contaminação das águas:

    Tratamento de águas:

    Águas de Gaia:

    Gestão Ibérica da água:

    Água como Recurso Natural (Geral)

    Vídeo sobre o Aquecimento Global - A Nossa Realidade


    Vídeo sobre Equipamentos e Sistemas Técnicos - Transformações e Evoluções Técnicas


    STC - NG2 - DR1 - Colectânea de Textos sobre Ambiente e Sustentabilidade - Consumo e Eficiência Energética



    Exercícios sobre a Peninsula Ibérica e a Água


    Cimeira Ibérica: Conclusões acentuam "densidade e qualidade" da relação entre Espanha e Portugal

    Braga, 19 Jan (Lusa) - As conclusões da XXIII Cimeira Ibérica ressalvaram a"densidade e qualidade" da relação entre Espanha e Portugal, que decidiram ampliar e aprofundar os seus acordos de cooperação e estendê-los às áreas da segurança e defesa.
    Na cimeira de dois dias, que terminou hoje, participaram o presidente do governo espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, o primeiro-ministro português, José Sócrates, e vários dos seus ministros.
    O documento final da conferência, de 24 páginas, destacou a "importância estratégica" das suas relações e a "identidade dos pontos de vista" em questões bilaterais, europeias e internacionais.
    Principais conclusões da cimeira no que diz respeito à água:

    COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA:
    - Apoiar a relação bilateral para fortalecer o desenvolvimento económico e social nas regiões limítrofes e potenciar um mercado ibérico em crescente integração.
    - Congratularam-se pela evolução de quatro projectos emblemáticos no campo da Economia do Mar (entre a Região Norte de Portugal e a Galiza), Mobilidade, Inovação e Território (entre a Região Centro e Castela e Leão), Valorização Territorial na Albufeira do Alqueva (entre o Alentejo e a Estremadura) e o Projecto Integrado do Baixo Guadiana (entre Algarve e Andaluzia).
    ÁGUA:
    - Acção conjunta para estabelecer as bases de uma Estratégia Europeia sobre tratamento de seca, processos de escassez de água e concertação de estratégias para a inclusão destes fenómenos no Fundo de Solidariedade da UE para as catástrofes nacionais.
    - Iniciar os trabalhos para garantir a navegabilidade dos rios Minho e Guadiana.
    - Vontade de que a gestão das bacias hidrográficas seja levada a cabo com a máxima transparência e abertura à participação pública. Agendada reunião entre as partes para as primeiras semanas de Fevereiro.
    - Impulsionar as acções que permitam subscrever um Acordo Internacional para constituir o espaço natural protegido do Tejo.

    Sugestões de Exploração:
    ► Pesquisar artigos em jornais sobre a problemática do rio Guadiana e a importância da barragem do Alqueva como reserva estratégica de água, na região do país onde ela é mais escassa e, por isso mesmo, mais valiosa.

    Vídeo sobre Recursos Naturais - Ciclo da Água


    STC - NG2 - DR3 - Colectânea de Textos sobre Ambiente e Sustentabilidade - Recursos Naturais


    Download -  STC - NG2 - DR3 - Colectânea de Textos sobre  Ambiente e Sustentabilidade - Recursos Naturais

    Questionário - Avaliação Final da Formação


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    Sociedade, Tecnologia e Ciência - Perfil de Competências

    Perfil de Competências
    Sociedade, Tecnologia e Ciência

    Pretende-se que um adulto, que obtenha certificação de nível secundário demonstre nesta Área uma capacidade de agir nos seus diferentes contextos de vida, de modo informado e crítico, incorporando na sua prática conhecimentos validados sobre sociedade, tecnologia e ciência. Assegura-se assim o reconhecimento a adultos que, não tendo completado o ensino secundário formal, evidenciam na sua acção diária competências científicas e tecnológicas significativas, sendo capazes de identificá-las e explicitá-las fora desses contextos imediatos. Neste caso, definem se os contextos privado, profissional, institucional e macro-estrutural como os quatro domínios fundamentais de referência para a acção nos quais os candidatos deverão possuir e validar as suas competências. Por outro lado, tratando-se de competências geradas em contexto, definem-se sete núcleos fundamentais nos quais estas são desenvolvidas e que os candidatos podem escolher conforme as suas experiências de vida. Nestes vários contextos e para alguns dos núcleos geradores, o adulto certificado deverá evidenciar competências de forma integrada a partir de critérios não apenas de identificação rigorosa de procedimentos, mas também de compreensão de processos e ainda de intervenção transformadora.
    Competências-Chave

    • Reconhecer, na sua vida corrente, a multiplicidade e interligação de elementos sociais, tecnológicos e científicos;

    • Agir de forma sistemática, com base em raciocínios que incluam conhecimentos científicos e tecnológicos validados;

    • Operar na vida quotidiana com tecnologias correntes, dominando os seus princípios técnicos bem como os impactos (positivos ou negativos) nas configurações sociais e ambientais;

    • Procurar informação técnico-científica, interpretando-a e aplicando-a na resolução de problemas ou na optimização de soluções;

    • Planificar as suas próprias acções, no tempo e no espaço, prevendo e analisando nexos causais entre processos e/ou fenómenos, bem como recorrendo a métodos experimentais logicamente orientados;

    • Conceber as próprias práticas como, simultaneamente, produto e produtor de fenómenos sociais específicos, passíveis de uma abordagem científica;

    • Saber explicitar alguns dos conhecimentos científicos e tecnológicos que utiliza na sua vida corrente, através de linguagens abstractas de nível básico;

    • Entender a ciência como processo singular de produção e validação de conhecimentos mais adequados ao mundo real, mas também como prática social em constante transformação, incluindo amplas áreas de incerteza.
    Quadro integrador dos Núcleos Geradores e Domínios de Referência _ 28 temas



    NÚCLEO GERADOR: Equipamentos e Sistemas Técnicos (EST)

    DR1. Contexto privado - Equipamentos Domésticos
    DR2. Contexto profissional - Equipamentos Profissionais
    DR3. Saberes, poderes e instituições - Utilizadores, Consumidores e Reclamações
    DR4. Estabilidade e mudança - Transformações e Evoluções Técnicas

    NÚCLEO GERADOR: Ambiente e Sustentabilidade (AS)

    DR1. Contexto privado - Consumo e Eficiência Energética
    DR2. Contexto profissional - Resíduos e Reciclagens
    DR3. Saberes, poderes e instituições - Recursos Naturais
    DR4. Estabilidade e mudança - Clima

    NÚCLEO GERADOR: Saúde (S)

    DR1. Contexto privado - Cuidados Básicos
    DR2. Contexto profissional - Riscos e Comportamentos Saudáveis
    DR3. Saberes, poderes e instituições - Medicinas e Medicação
    DR4. Estabilidade e mudança - Patologias e Prevenção

    NÚCLEO GERADOR: Gestão e Economia (GE)

    DR1. Contexto privado - Orçamentos e Impostos
    DR2. Contexto profissional - Empresas, Organizações e Modelos de Gestão
    DR3. Saberes, poderes e instituições - Sistemas Monetários e Financeiros
    DR4. Estabilidade e mudança - Usos e Gestão do Tempo

    NÚCLEO GERADOR: Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)

    DR1. Contexto privado - Comunicações Rádio
    DR2. Contexto profissional - Micro e Macro Electrónica
    DR3. Saberes, poderes e instituições - Media e Informação
    DR4. Estabilidade e mudança - Redes e Tecnologias

    NÚCLEO GERADOR: Urbanismo e Mobilidade (UM)

    DR1. Contexto privado - Construção e Arquitectura
    DR2. Contexto profissional - Ruralidade e Urbanidade
    DR3. Saberes, poderes e instituições - Administração, Segurança e Território
    DR4. Estabilidade e mudança - Mobilidades Locais e Globais

    NÚCLEO GERADOR: Saberes Fundamentais (SF)

    DR1. Contexto privado - O Elemento
    DR2. Contexto profissional - Processos e Métodos Científicos
    DR3. Saberes, poderes e instituições - Ciência e Controvérsias Públicas
    DR4. Estabilidade e mudança - Leis e Modelos Científicos
    Unidades de Competência e Critérios de Evidência

    UNIDADE DE COMPETÊNCIA 1.
    Intervir em situações de relacionamento com equipamentos e sistemas técnicos tendo como base a identificação e compreensão dos seus princípios e o conhecimento das normas de boa utilização, conducentes ao reforço de eficiência e de capacidade de entendimento das relações sociais.

    NÚCLEO GERADOR: Equipamentos e Sistemas Técnicos (EST)

    COMPETÊNCIAS DR1.
    Operar com equipamentos e sistemas técnicos em contextos domésticos, identificando e compreendendo as suas normas de boa utilização e os seus diferentes utilizadores

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar nos modos de utilização de equipamentos técnicos no contexto doméstico, equacionando as desigualdades entre mulheres e homens e explorando formas de as ultrapassar.
    • Actuar no modo de utilizar equipamentos técnicos na vida doméstica no sentido de melhorar a eficiência e evitar danos.
    • Actuar tendo em conta os princípios científicos em que assenta o funcionamento de equipamentos domésticos (electricidade, calor, força, etc.).

    COMPETÊNCIAS DR2.
    Operar equipamentos e sistemas técnicos em contextos profissionais, identificando e compreendendo as suas normas de boa utilização e seus impactos nas organizações

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar no quadro das qualificações profissionais para lidar com equipamentos e sistemas técnicos, no sentido da reconversão das posições hierárquicas ocupadas pelos trabalhadores nas organizações.
    • Actuar no sentido de clarificar as propriedades e limitações dos equipamentos e dos procedimentos técnicos disponíveis ou que possam vir a ser disponibilizados num contexto profissional ou na interacção com profissionais especializados.
    • Actuar na interacção com profissionais especializados com base nos princípios científicos em que assenta o funcionamento de equipamentos e sistemas técnicos (mecânica, calor, etc.) tendo em conta as relações matemáticas entre as noções envolvidas.

    COMPETÊNCIAS DR3.
    Interagir com instituições, em situações diversificadas com base nos direitos e deveres de utilizadores e consumidores de equipamentos e sistemas técnicos

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar enquanto utilizador informado e consumidor responsável de equipamentos e sistemas técnicos, reconhecendo a diversidade de instituições, competências e relações de poder que existem nesta área, nas sociedades contemporâneas.
    • Actuar com base em conhecimentos técnicos no relacionamento com fabricantes ,vendedores e fornecedores, em questões sobre garantias, qualidade dos produtos e dos serviços prestados, etc.
    • Actuar recorrendo a fundamentos científicos, em particular a modelos matemáticos nas tomadas de decisão sobre equipamentos e
    sistemas técnicos com vista à defesa de direitos dos consumidores.

    COMPETÊNCIAS DR4.
    Mobilizar conhecimentos e práticas para a compreensão e apropriação das transformações e evoluções técnicas e sociais

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar perante as transformações e evoluções dos equipamentos e sistemas técnicos considerando as suas consequências nas estruturas e interacções sociais.
    • Actuar nas utilizações de equipamentos e sistemas técnicos tendo em conta a sua evolução tecnológica no sentido da melhoria de rendimento, da redução do número de horas por tarefa, etc.
    • Actuar face às transformações e evoluções técnicas dos equipamentos relacionando-as com a evolução histórica dos princípios científicos, com especial ênfase nas ciências físicas e químicas, suportada pela evolução da própria matemática ao nível do cálculo diferencial.


    UNIDADE DE COMPETÊNCIA 2.
    Identificar e intervir em situações de tensão entre o ambiente e a sustentabilidade, fundamentando posições relativas a segurança, preservação e exploração de recursos, melhoria da qualidade ambiental e influência no futuro do planeta.

    NÚCLEO GERADOR: Ambiente e Sustentabilidade (AS)

    COMPETÊNCIAS DR1.
    Promover a preservação e melhoria da qualidade ambiental através de práticas quotidianas que envolvam preocupações com o consumo e a eficiência energética

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar face aos consumos energéticos e sua eficiência no contexto privado, identificando práticas sociais diferenciadas e correlacionando conhecimentos científicos e técnicos com modos de actuação.
    • Actuar em situações da vida quotidiana aplicando técnicas, procedimentos e equipamentos que evitem o desperdício energético (por exemplo, lâmpadas de baixo consumo, isolamento térmico das habitações, etc.) ou promovam a rentabilização local de recursos energéticos renováveis e alternativos (por exemplo, energia solar para aquecimento de águas sanitárias, etc.).
    • Actuar tendo em conta os processos físicos, químicos, biológicos que fundamentam a optimização dos recursos energéticos (por exemplo, explicitando as dependências da eficiência de um sistema nas suas variáveis ou, os princípios fundamentais que regulam a transmissão de calor e energia, etc.).

    COMPETÊNCIAS DR2.
    Incluir processos de valorização e tratamento de resíduos nas medidas de segurança e preservação ambiental

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar a nível individual, tendo em conta as diferentes ocupações profissionais relacionadas com a recolha e tratamento de resíduos e as posições ocupadas na estrutura social, no sentido de incrementar trajectórias de mobilidade social ascendente.
    • Actuar sobre a produção, tratamento e valorização de resíduos numa base técnico-profissional de forma a detectar melhorias possíveis e meios de as concretizar, com vista à redução da poluição e dos consumos energéticos, e do aumento da segurança.
    • Actuar relativamente aos princípios científicos químicos, físicos e biológicos em que assenta a reciclagem e o tratamento e valorização de resíduos.


    COMPETÊNCIAS DR3.
    Diagnosticar as tensões institucionais entre o desenvolvimento e a
    sustentabilidade face à exploração e gestão de recursos naturais

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar face à multiplicidade de instituições com saberes e poderes diferenciados na gestão dos recursos naturais nas sociedades contemporâneas.
    • Actuar nos debates técnicos sobre o ambiente e em particular sobre os processos de gestão de recursos naturais, energéticos, etc., distinguindo as posições em confronto, os interesses envolvidos, e discutindo as possibilidades de consensos (política da água, etc.).
    • Actuar face aos debates sobre ambiente, pondo em evidência o
    papel da fundamentação científica rigorosa, reconhecendo a sua
    validade relativa.

    COMPETÊNCIAS DR4.
    Mobilizar conhecimentos sobre a evolução do clima ao longo do tempo e a sua influência nas dinâmicas populacionais, sociais e regionais


    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar na interacção com as variáveis climáticas, reconhecendo que os grupos sociais, as regiões e os modos de produção podem ter modos diferenciados de relação com o ambiente.
    • Actuar em ligação com o processo de evolução das tecnologias e sua consequência na estabilidade ambiental e em particular na evolução climática.
    • Actuar tendo em conta os conhecimentos científicos relativos à
    história e evolução da Terra, e também ao papel da intervenção humana (por exemplo, relacionar a dependência climática com as grandes erupções vulcânicas, com a revolução industrial, etc.) sendo capaz de reconhecer correlações estatísticas entre os diversos factores envolvidos.


    UNIDADE DE COMPETÊNCIA 3.
    Compreender que a qualidade de vida e bem-estar implicam a capacidade de accionar fundamentada e adequadamente intervenções e mudanças biocomportamentais, identificando factores de risco e de protecção, e reconhecendo na saúde direitos e deveres em situações de intervenção individual e do colectivo.

    NÚCLEO GERADOR: Saúde (S)

    COMPETÊNCIAS DR1.
    Adoptar cuidados básicos de saúde em função de diferentes necessidades e situações de vida

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar nos comportamentos sociais face aos cuidados básicos de saúde, tendo em conta a sua associação a contextos socioculturais, práticas de sociabilidade e processos culturais e económicos específicos.
    • Actuar quotidianamente de acordo com as necessidades básicas de saúde (exercício, alimentação e lazer) adoptando produtos e procedimentos que se ajustem a situações específicas e ao modo de vida.
    • Actuar com conhecimento das necessidades específicas do organismo em função da idade, tipo de actividade e estado de saúde, evitando comportamentos desajustados.

    COMPETÊNCIAS DR2.
    Promover comportamentos saudáveis e medidas de segurança e prevenção de riscos, em contexto profissional

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar face aos sistemas de protecção social como elementos do Estado-Providência, identificando as suas diferentes consequências no acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde, tendo em conta os riscos de determinadas profissões.
    • Actuar conscientemente na manipulação de equipamentos e materiais e na preservação e melhoramento das condições ambientais no local de trabalho tendo em conta a preservação e promoção da saúde.
    • Actuar na prevenção de doenças e acidentes profissionais, com base no conhecimento do modo de actuação no organismo de factores potenciadores de desequilíbrios e na forma de adequar o trabalho às características e capacidades do trabalhador.

    COMPETÊNCIAS DR3.
    Reconhecer os direitos e deveres dos cidadãos e o papel da componente científica e técnica na tomada de decisões racionais relativamente à saúde

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar no campo da saúde, entendendo-o como um campo composto por instituições com competências especializadas na produção e distribuição de medicamentos, mas incluindo também áreas de liberdade, desigualdade e conflito.
    • Actuar no relacionamento com serviços e sistemas de saúde reconhecendo as possibilidades de escolha e os limites da auto-medicação, bem como intervindo no sentido de conhecer a fiabilidade de técnicas e produtos para a saúde.
    • Actuar na promoção e salvaguarda da saúde recorrendo a conhecimentos científicos para a tomada de posição em debates de interesse público sobre problemas da saúde (planeamento familiar, terapêuticas naturais, toxicodependência, etc.), suportando essas posições em análises matemáticas que permitam perspectivar medidas de forma consistente.

    COMPETÊNCIAS DR4.
    Prevenir adequadamente patologias em função da evolução das realidades sociais, científicas e tecnológicas

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar na prevenção ou resolução de patologias, compreendendo que os riscos, os meios e as concepções de saúde variam entre grupos sociais e entre tempos históricos.
    • Actuar tendo em conta a evolução das regras de prevenção e a sua aplicação em situações adequadas, mostrando capacidade de improvisação de meios de protecção.
    • Actuar reconhecendo a evolução do conhecimento científico na forma de melhor enfrentar os agentes causadores de doenças, as suas variantes e o aparecimento de novas doenças, considerando a inferência como um processo importante neste domínio.


    UNIDADE DE COMPETÊNCIA 4.
    Identificar, compreender e intervir em situações de gestão e economia, desde o orçamento privado e familiar até a um nível mais geral através da influência das instituições monetárias e financeiras na economia em que se está inserido e tendo em conta princípios das ciências económicas.

    NÚCLEO GERADOR: Gestão e Economia (GE)

    COMPETÊNCIAS DR1.
    Organizar orçamentos familiares tendo em conta a influência dos impostos e os produtos e serviços financeiros disponíveis

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar na elaboração de orçamentos familiares de acordo com as características e composições dos agregados, identificando rubricas de despesas e receitas e compreendendo a sua utilização no sentido da redução do endividamento das famílias e indivíduos.
    • Actuar na gestão dos bens familiares recorrendo ponderadamente a meios técnicos e a produtos financeiros diferenciados adequados à optimização do rendimento disponível.
    • Actuar em situações da gestão do orçamento familiar usando conhecimentos de contabilidade e de aplicações matemáticas.

    COMPETÊNCIAS DR2.
    Interagir com empresas, instituições e organizações mobilizando conhecimentos de gestão de recursos

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar de forma inovadora em contextos profissionais distintos, identificando diferentes modelos de gestão e estruturas organizacionais e aplicando-os no sentido da eficácia produtiva e relacional das organizações e do bem-estar dos trabalhadores.
    • Actuar em situações de gestão profissional ou de contencioso com instituições exteriores, recorrendo à experiência prática de contabilidade e de direito fiscal.
    • Actuar em situações da vida profissional que envolvam a gestão de recursos técnicos e humanos, bem como novas estratégias para implementação da eficácia organizacional, considerando o papel que a programação linear e a optimização podem ter neste contexto.

    COMPETÊNCIAS DR3.
    Perspectivar a influência dos sistemas monetários e financeiros na economia e na sociedade

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar no sistema económico, monetário e financeiro, reconhecendo novos problemas e oportunidades geradas pelas interacções que se estabelecem a nível global, e em particular, no contexto da União Europeia, e seus efeitos no bem-estar e progresso social.
    • Actuar ao nível das tecnologias relacionadas com o conhecimento e a segurança de diferentes meios de transacção e na comunicação com instituições económicas e financeiras.
    • Actuar com conhecimento dos indicadores macroeconómicos tendo em conta que os problemas económicos envolvem politicas monetárias, e considerando a utilização de modelos matemáticos que permitam simular e prever diversas situações.

    COMPETÊNCIAS DR4.
    Diagnosticar os impactos das evoluções sociais, tecnológicas e científicas nos usos e gestão do tempo

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar nos usos e na gestão do tempo, compreendendo que os diferentes elementos do sistema económico variam consoante os sectores de actividade e estão em permanente evolução ao longo do tempo.
    • Actuar tendo em conta as tecnologias existentes na gestão do tempo (por exemplo, o transporte aéreo versus a vídeo conferência).
    • Actuar ao nível da gestão do custo do tempo compreendendo a evolução ao longo da história e tendo em conta factores diversos tais como o custo da hora de salário, encargos socais e amortização de equipamentos, considerando uma vez mais as potencialidades da matemática na simulação de situações alternativas tendo em vista a procura de soluções optimais.


    UNIDADE DE COMPETÊNCIA 5.
    Identificar, compreender e intervir em situações onde as TIC sejam importantes no apoio à gestão do quotidiano, a facilidade de transmissão e difusão de informação socialmente controlada, reconhecendo que a relevância das TIC tem consequências na globalização das relações.

    NÚCLEO GERADOR: Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)

    COMPETÊNCIAS DR1.
    Entender a utilização das comunicações rádio em diversos contextos familiares e sociais

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar no quadro das predisposições para os usos e exploração de novas funcionalidades em objectos tecnologicamente avançados que fazem recurso às comunicações rádio, relacionando-os com os perfis sociais dos indivíduos.
    • Actuar em situações da vida doméstica na resolução de problemas relacionados com as comunicações a distância (rádio, televisão, telemóvel, telefone fixo, etc.).
    • Actuar na utilização das TIC na vida privada com conhecimento dos elementos básicos científicos nas comunicações rádio: ondas electro-magnéticas, electrónica, etc.

    COMPETÊNCIAS DR2.
    Perspectivar a interacção entre a evolução tecnológica e as mudanças nos contextos e qualificações profissionais

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar em novas formas de aquisição de competências face às TIC, compreendendo os seus usos nas organizações e relacionando-os com as literacias e qualificações exigidas aos profissionais na sociedade da informação.
    • Actuar na esfera da vida profissional promovendo o recurso às tecnologias de suporte às TIC (micro electrónica, ecrãs, etc.).
    • Actuar na vida profissional, com conhecimentos científicos básicos de funcionamento dos equipamentos de suporte às TIC (por exemplo, o computador, o monitor de cristais líquidos, a aritmética binária, etc.).

    COMPETÊNCIAS DR3.
    Discutir o impacto dos media na construção da opinião pública

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar recorrendo aos meios de comunicação de massas, compreendendo os diversos actores e interesses envolvidos na sua produção e o poder da informação nas sociedades modernas.
    • Actuar em relação à tecnologia de suporte aos meios de comunicação e disseminação de informação (por exemplo, as estações de televisão, estações de rádio, as agências de informação, os satélites, etc.).
    • Actuar tendo em conta a evolução dos meios de informação e comunicação de massas, reconhecendo alguns novos conceitos e procedimentos científicos utilizados na produção de informação.

    COMPETÊNCIAS DR4.
    Relacionar a evolução das redes tecnológicas com as redes sociais

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar na sociedade da informação, identificando novas oportunidades de participação, bem como mecanismos de desigualdade, resultantes da (des)articulação entre redes tecnológicas e redes sociais.
    • Actuar tendo em conta o desenvolvimento dos modos de transmissão de informação ao longo da História, relacionando-o com a evolução das estruturas sociais, a ocupação do território, etc. (por exemplo, a rede de televisão, a internet, etc.).
    • Actuar em relação à evolução dos conhecimentos científicos na construção das redes (por exemplo, a estrutura celular dos telemóveis, o uso da base binária na internet).


    UNIDADE DE COMPETÊNCIA 6.
    Identificar, compreender e intervir em questões de relação entre habitação, meios de subsistência, relacionamento social e mobilidade em ambiente rural ou urbano, na perspectiva da contribuição para a harmonização e melhoria da qualidade de vida.

    NÚCLEO GERADOR: Urbanismo e Mobilidade (UM)

    COMPETÊNCIAS DR1.
    Associar conceitos de construção e arquitectura à integração social e à melhoria do bem-estar individual

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar no plano da construção e arquitectura dos espaços físicos, identificando diferentes tipos de alojamento familiar associados a modos de vida particulares, no sentido da melhoria do bem-estar social, da qualidade de vida e da integração sociocultural.
    • Actuar ao nível das tecnologias inovadoras de construção na optimização das condições de habitabilidade e arquitectura ajustadas (por exemplo, os materiais isolantes térmicos e acústicos, arquitecturas ecológicas, promoção de acessibilidades).
    • Actuar ao nível das propriedades dos materiais, tradicionais e modernos, em função das necessidades e qualidade da construção (por exemplo, tintas ecológicas, isolantes reciclados, etc.) e/ou ao nível das quantidades desses materiais em função das áreas ou volumes em que serão utilizados.

    COMPETÊNCIAS DR2.
    Promover a qualidade de vida através da harmonização territorial
    em modelos de desenvolvimento rural ou urbano

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar ao nível das dinâmicas de desenvolvimento local e regional, em contextos urbanos e rurais, compreendendo a evolução das actividades económicas e os processos de transformação sociocultural num dado território, relacionando-as com as mudanças nas profissões e nos modos de vida das populações.
    • Actuar na exploração dos recursos naturais (zonas de agricultura, piscatórias, mineiras), ou nos locais de grande comercialização e consumo (centros urbanos), com conhecimento dos meios técnicos adequados, tradicionais ou inovadores.
    • Actuar na vida profissional com conhecimento do modo de actuação dos processos químicos, biológicos e técnicos de produção, em zonas rurais ou urbanas, de modo a salvaguardar e manter o equilíbrio no ambiente e no bem-estar das diferentes comunidades.

    COMPETÊNCIAS DR3.
    Mobilizar informação sobre o papel das diferentes instituições no âmbito da administração, segurança e território

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar face a instituições reguladoras da administração e segurança do território, compreendendo os seus campos de actuação e modos de regulação.
    • Actuar na organização técnica de sistemas administrativos ligados à gestão de serviços relacionados com prevenção e segurança na mobilidade.
    • Actuar utilizando os conhecimentos científicos que suportam normas e códigos reguladores de segurança e administração do território (por exemplo no código rodoviário: controlo de velocidade, restrições em piso molhado, distância mínima entre carros, etc.) e, a um nível mais sofisticado, avaliar da justiça dessa regulamentação tendo em conta os modelos estatísticos e matemáticos que governam a matéria regulada.

    COMPETÊNCIAS DR4.
    Reconhecer diferentes formas de mobilidade territorial – local e global – e sua evolução

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar em contextos interculturais, considerando os fluxos migratórios das populações e o êxodo rural como resultado de desigualdades económicas, culturais e/ou políticas, mas geradores também de processos de (re)construção identitária e de “descoberta do outro”.
    • Actuar compreendendo o papel da evolução tecnológica como condicionante das mobilidades, quer ao nível dos transportes e comunicações quer ao nível de possibilidades de valorização profissional.
    • Actuar tendo em conta as condições que levam às mobilidades no reino animal, em geral, (condições ambientais, de reprodução e outras) e nas populações humanas em particular (condições económicas, étnicas, políticas e outras) e no sentido de reconhecer os diferentes fluxos e relações entre variáveis através do tratamento estatístico de informação.


    UNIDADE DE COMPETÊNCIA 7.
    Identificar, compreender e agir criticamente em questões relacionadas com a visão científica do indivíduo, da sociedade e do universo.

    NÚCLEO GERADOR: Saberes Fundamentais (SF)

    COMPETÊNCIAS DR1.
    Mobilizar o saber formal para o reconhecimento do elemento como uma unidade estrutural e organizativa

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar de modo eficaz em processos de integração social dos elementos de uma dada sociedade, compreendendo o conceito de acção social (no sentido weberiano) como atribuição de sentido às práticas e características individuais.
    • Actuar ao nível da intervenção da tecnologia na compreensão ou
    utilização das estruturas elementares (por exemplo, o papel do protão na imagiologia por NMR, utilizações correntes de análises de DNA, etc.).
    • Actuar no sentido de compreender a base científica de diferentes estruturas elementares (por exemplo, o núcleo atómico, o átomo, a molécula, o DNA, a célula, a unidade como príncipio formador dos números, os processos geradores de sequências, etc.).

    COMPETÊNCIAS DR2.
    Recorrer a processos e métodos científicos para actuação em diferentes domínios da vida social

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar em diferentes contextos profissionais com base em atitudes racionalistas e científicas, identificando e relacionando diferentes processos, métodos e técnicas de produção de conhecimento sobre a realidade em ciências sociais.
    • Actuar no contexto da vida profissional procurando encontrar soluções técnicas que melhorem processos e procedimentos (experimentar e melhorar a eficiência).
    • Actuar de forma a valorizar o papel das várias componentes na prática científica, em particular, experimentação e teoria, valorizando em simultâneo o papel da representação matemática como suporte para a explicação e previsão dos factos.

    COMPETÊNCIAS DR3.
    Intervir racional e criticamente em questões públicas com base em conhecimentos científicos e tecnológicos

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar nas sociedades contemporâneas num quadro de pluralidade de instituições, reconhecendo que as argumentações científicas e técnicas interagem com interesses particulares e poderes específicos e diferenciados.
    • Actuar de modo fundamentado e consistente nos debates públicos sobre questões de carácter tecnológico.
    • Actuar tendo em conta o papel da ciência, reconhecendo as suas potencialidades e limitações, nos debates públicos e face aos diferentes jogos de poder, criando evidência para essa actuação baseada em modelos matemáticos.

    COMPETÊNCIAS DR4.
    Mobilizar o saber formal na interpretação de leis e modelos científicos num contexto de coexistência de estabilidade e mudança

    CRITÉRIOS DE EVIDÊNCIA
    • Actuar perante fenómenos sociais complexos, concebendo-os como resultado de evoluções históricas e adoptando configurações diversas consoante as sociedades e/ou os grupos sociais.
    • Actuar de forma a compreender que as soluções técnicas têm validade limitada e que têm tendência a mudar, tal como muda a ciência e a própria sociedade.
    • Actuar tendo em conta que se vive num mundo onde coexistem leis
    científicas de invariância (que valorizam a estabilidade) e leis científicas de evolução (que apontam para a mudança), reconhecendo, em particular e no caso da matemática, esta dualidade nos invariantes geométricos e nos aspectos dinâmicos associados à noção de derivada.
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